UE quer melhorar capacidade de monitorar UFOs, diz mídia

Bloco acompanha fenômenos há três anos de modo não oficial

17 ago 2026 - 17h14
(atualizado às 18h47)

A Comissão Europeia tem monitorado Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAPs) pelo menos desde 2023, ainda que de forma não oficial, e visa aprimorar suas capacidades de detecção.

Naves extraterrestres povoam imaginário popular
Naves extraterrestres povoam imaginário popular
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A informação a respeito do que antes era conhecido como Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs) consta em documentos aos quais a Euronews teve acesso.

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"Estamos nos tornando mais capazes de detectar e reconhecer UAPs graças a melhorias em nossas capacidades tecnológicas, mas precisamos melhorar ainda mais", diz uma carta do Executivo europeu citada pela emissora.

A resposta foi enviada a dois astrônomos amadores da Malásia que, em 2022, haviam enviado a Bruxelas 37 imagens do céu e do espaço mostrando supostos fenômenos não identificados.

A Comissão esclareceu que não tinha competência para investigar avistamentos ocorridos na Malásia, embora tenha anunciado planos de propor que os 27 Estados-membros "aumentem sua capacidade de detectar objetos no ambiente espacial ao redor da Terra".

"Isso serve, em partes, para nos ajudar a identificar melhor os UAPs que vocês avistaram, bem como a vasta quantidade de detritos espaciais que ameaçam os diversos usos do espaço", escreveu a UE.

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"Não afirmamos que isso resolverá, no futuro, todos os casos como os que vocês relataram, mas talvez resolva alguns deles", acrescentou.

Questionada pela Euronews sobre a possível criação de um mecanismo europeu ou transatlântico de compartilhamento de informações sobre o tema, a Comissão reiterou que a questão permanece sob a responsabilidade de cada Estado-Membro.

"Os programas de UAP são de responsabilidade dos Estados-membros da UE, que os gerenciam com base em prioridades nacionais de segurança e defesa", afirmou um porta-voz.

A França é o único país da UE que conta com um órgão público dedicado, o Geipan, ativo desde 1977 na análise de fenômenos aeroespaciais não identificados.

Já do outro lado do Atlântico, nos Estados Unidos, os UAPs têm sido objeto de investigações governamentais e audiências no Congresso, incluindo uma realizada em julho de 2023 sobre possíveis implicações para a segurança nacional. 

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