Esquecer uma dose de remédio pode parecer um erro bobo, mas para pacientes de alto risco — como transplantados ou pessoas em tratamento contra o HIV e tuberculose — esse deslize pode ser fatal. Para resolver esse problema global, engenheiros do MIT desenvolveram uma "pílula inteligente" capaz de enviar um sinal sem fio confirmando exatamente o momento em que foi engolida.
A tecnologia, detalhada em um estudo publicado na Nature Communications em janeiro de 2026, funciona como um sistema de check-in biológico. Em vez de apenas confiar na memória do paciente, o médico recebe uma confirmação digital de que o tratamento está sendo seguido à risca.
Como funciona a "pílula rastreável"
O sistema é inovador porque não exige que o paciente engula um dispositivo eletrônico permanente. Tudo foi projetado para ser seguro e temporário:
- Dentro da cápsula existe uma antena feita de zinco e celulose. Assim que a pílula chega ao estômago e o revestimento de gelatina se dissolve, a antena é liberada.
- A antena se comunica com um pequeno chip de radiofrequência (RFID) de apenas 400 micrômetros. Em cerca de 10 minutos após a ingestão, o sistema envia um sinal para um leitor externo (que poderia ser um dispositivo vestível ou um celular).
- Após cumprir sua função, a antena e os componentes eletrônicos se dissolvem com segurança no estômago em cerca de uma semana. Apenas o minúsculo chip, que não é biodegradável, passa pelo trato digestivo e é expelido naturalmente, sem riscos de obstrução.
Por que ...
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