Marte foi o grande campo de batalha espacial entre China e Estados Unidos, agora é a vez da Lua

EUA e China transferiram corrida espacial de Marte para a Lua Água do Polo Sul é a verdadeira prioridade devido a impacto logístico e econômico Economia lunar começa a tomar forma com contratos, missões e vantagens estratégicas

1 mar 2026 - 15h15
(atualizado em 2/3/2026 às 15h24)
Foto: Xataka

Durante anos, Marte foi o grande horizonte da exploração espacial: o destino inevitável para o qual, mais cedo ou mais tarde, a humanidade teria que ir. No início deste ano, Elon Musk, um dos principais promotores dessa narrativa, afirmou que os Estados Unidos poderiam pousar no planeta vermelho dentro de cinco a dez anos. Ao mesmo tempo, na China, diferentes vozes em seu setor aeroespacial previam a primeira missão tripulada a Marte por volta de 2033. A mensagem era clara: a corrida para Marte já havia começado.

No papel, os prazos são tão estimulantes quanto desafiadores. Isso porque enviar humanos a Marte não é uma simples evolução do que já foi alcançado, mas um salto de escala. A própria NASA detalhou a enorme complexidade técnica envolvida em uma missão desse tipo: desde sistemas de entrada, descida e pouso capazes de transportar cargas pesadas em uma atmosfera extremamente rarefeita, até infraestruturas que garantem energia, comunicações e suporte à vida durante estadias prolongadas. Não é a mesma coisa depositar um rover de uma tonelada e trazer dezenas de toneladas de módulos habitáveis e equipamentos críticos.

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A corrida não está mais voltada para Marte, mas sim para o polo sul lunar.

No entanto, enquanto Marte dominava as manchetes, a estratégia real seguia um rumo diferente. Com o Programa Artemis da NASA e o Programa de Exploração Lunar da China consolidando cronogramas, investimentos e marcos tecnológicos, o foco se deslocou para um objetivo mais imediato e ...

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