Primeiro foi um brilho ultravioleta, depois vieram os raios X: assim desperta um buraco negro supermassivo

Os limites teóricos parecem certos, mas a velocidade com que o fenômeno aconteceu acendeu um alerta nos modelos da física.

8 jun 2026 - 11h06
Primeiro foi um brilho ultravioleta, depois vieram os raios X: assim desperta um buraco negro supermassivo
Primeiro foi um brilho ultravioleta, depois vieram os raios X: assim desperta um buraco negro supermassivo
Foto: Imagem | NASA / Xataka

Uma equipe de cientistas liderada por Riccardo Middei, do Observatório Astronômico INAF de Roma, conseguiu monitorar o passo a passo de um buraco negro "ressuscitando" após um período de calmaria. Foram necessários seis anos de observação contínua da galáxia que o abriga para ver como, depois de perder quase todo o seu brilho, o gigante cósmico voltou a aumentar sua atividade de forma impressionante.

A descoberta ajudou a confirmar que alguns padrões da física espacial estão muito bem calculados, mas revelou que outros modelos teóricos podem estar bem errados.

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O grande despertar espacial

O estudo começou com dados coletados em 2007 e 2019 pela missão XMM Newton na galáxia Seyfert ESO 511-G030. Os cientistas notaram que, em 2019, o brilho no centro dessa galáxia estava 10 vezes mais fraco do que antes, tanto na luz ultravioleta quanto na detecção de raios X. O buraco negro estava praticamente dormindo.

Para acompanhar o que aconteceria a seguir, os pesquisadores usaram o Observatório Neil Gehrels Swift para monitorar a região regularmente de 2019 até 2025. A paciência deu resultado: em 2021, o monstro espacial começou a dar sinais de vida.

Como funciona o motor de um buraco negro?

A galáxia estudada possui um núcleo ativo, o que significa que o seu centro brilha muito mais do que a soma de todas as suas estrelas juntas. Esse holofote cósmico é alimentado por um buraco negro supermassivo que suga tudo o que chega perto demais.

Nesse processo de queda da matéria, duas regiões ...

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