A maioria das causas de acidentes está relacionada a distrações ao volante, ao álcool e à velocidade inadequada (não necessariamente excesso de velocidade). No entanto, por trás das distrações ou do abuso de álcool, podem existir causas mais profundas, como o estado emocional ou a saúde mental do condutor.
Um relatório da Universidade de Granada elaborado para a DGT (órgão do governo da Espanha responsável pelo trânsito) confirma que transtornos de humor e ansiedade elevam em 72% o risco de sinistros e que alguns antidepressivos sedativos afetam a condução de forma semelhante ao álcool.
Um risco 72% maior e quase invisível nas estatísticas oficiais
As psicólogas do Centro de Investigação Mente, Cérebro e Comportamento (CIMCYC) da Universidade de Granada, que é liderado pela catedrática Cándida Castro Ramírez, elaboraram para a DGT o relatório "Condições psicofísicas dos condutores com transtornos de humor e ansiedade", uma revisão sistemática que analisou 288 estudos de 2015 a 2025 e selecionou 31 após aplicar critérios de qualidade.
A conclusão central do relatório é que condutores com transtornos de humor ou ansiedade apresentam um risco relativo de acidentes 72% superior ao da população sem essas patologias. O dado que explica por que esse risco quase não aparece nas estatísticas da DGT é ainda mais chamativo. Os transtornos mentais afetam cerca de 34% da população espanhola, mas apenas 0,63% de quem renova a carteira declara sofrer algum deles nos Centros de ...
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