Europa percebeu que, em termos de soberania tecnológica, nada importa se não investir em algo crucial: a defesa de seus cabos submarinos

Europa tem clareza de que precisa abrir cofres se quiser proteger infraestrutura tão crucial e discreta Serão abertos centros de operações no Mar Báltico e no Mediterrâneo para acelerar reparos em cabos submarinos danificados

3 jul 2026 - 11h28
(atualizado às 15h16)
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Foto: Imagem | What's Inside? / Xataka

Existe um tipo de infraestrutura tecnológica que permanece invisível, mas que se tornou essencial nos últimos anos: os cabos submarinos. Conflitos como os do Mar Vermelho ou a guerra na Ucrânia mostraram que o fundo do mar é um novo campo de batalha. Danos a cabos submarinos podem causar estragos, e a União Europeia acaba de apresentar seu plano para fortalecer a segurança e a resiliência desses cabos.

O objetivo? Rastrear e neutralizar ameaças em tempo real, além de reparar cabos submarinos atacados por adversários o mais rápido possível.

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Plano de ação

Nos últimos meses, a Europa vem desenvolvendo um plano para proteger seus cabos submarinos. Esses cabos transportam a maior parte do tráfego de internet mundial (estimado em 99%), além de outros bens essenciais, como energia, vital para o desenvolvimento da energia offshore.

Daí a sua importância e, obviamente, por isso os ataques também se concentram neles. Somente nos primeiros meses de 2025, mais de uma dezena de cabos submarinos foram cortados, o que pode parecer um número pequeno, mas pode ser devastador. Por isso, a Europa começou a definir um Plano de Ação com quatro categorias principais:

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