Lucrando com a explosão de um foguete: o negócio bilionário oculto que a China quer dominar

Nova batalha espacial não se trata de ir mais longe, mas de assegurar a jornada

2 jul 2026 - 16h13
Imagens | Iván Díaz y zhang kaiyv
Imagens | Iván Díaz y zhang kaiyv
Foto: Imagens | Iván Díaz y zhang kaiyv / Xataka

Em 2016, um foguete Falcon 9 da SpaceX explodiu em Cabo Canaveral, destruindo o satélite de comunicações israelense Amos-6. Felizmente, como quando você bate o carro ao estacionar, havia um seguro que cobriu os danos, pois o incidente custou quase US$ 300 milhões. Imagine seu projeto mais recente e ambicioso explodindo e você falindo como consequência.

O setor de seguros parece um gasto supérfluo quando tudo corre bem, mas salva você quando ocorre um acidente. Aplicado ao espaço, gera mais de US$ 4 bilhões por ano. Bem, o seguro espacial está passando por uma transformação histórica: a China decidiu que não quer mais ser apenas mais um cliente; ela quer ser dona do negócio.

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China passa de cliente a seguradora

Durante anos, a China segurou seus satélites por meio da seguradora estatal PICC, mas parte do risco real era absorvida pelo mercado internacional via resseguro. Assim, quando o ChinaSat-18 falhou em 2019, foram as seguradoras estrangeiras que absorveram parte do prejuízo, segundo o SpaceNews. A China pagou os prêmios, e Londres e Paris, onde se concentra o mercado de resseguro espacial, ficaram com os lucros.

Tudo mudou em março de 2025: um consórcio com sede em Pequim cobriu 25 lançamentos privados por US$ 1,47 bilhão em seu primeiro ano, reunindo seguradoras nacionais para que tudo — o dinheiro e o controle — permanecesse dentro do país, de acordo com a Caixin Global. É o primeiro consórcio dedicado exclusivamente ao setor aeroespacial comercial chinês.

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