O NEO, implante cerebral desenvolvido na China, recebeu autorização para uso clínico em pessoas com tetraplegia causada por lesão medular cervical. O dispositivo capta sinais do córtex motor e, com ajuda de inteligência artificial e reabilitação, conseguiu fazer um paciente voltar a escrever o próprio nome após seis anos de paralisia.
Desenvolvido pela empresa Neuracle Technology em parceria com pesquisadores da Universidade de Tsinghua, o sistema representa uma mudança importante no desenvolvimento das interfaces cérebro-computador. Pela primeira vez, uma tecnologia desse tipo deixa o ambiente experimental e passa a ser autorizada como dispositivo médico comercial.
Implante transforma sinais do cérebro em comandos para recuperar movimentos
Uma lesão na medula espinhal pode interromper a comunicação entre o cérebro e os músculos sem impedir que o cérebro continue produzindo os comandos necessários para movimentá-los. O dispositivo vai atuar exatamente nessa brecha que entram as interfaces cérebro-computador, conhecidas pela sigla BCI. Ao invés de depender da passagem do sinal pela região lesionada da medula, o sistema registra diretamente a atividade cerebral e tenta descobrir o que a pessoa pretendia fazer. Algoritmos de inteligência artificial interpretam esses padrões e os transformam em comandos que podem controlar equipamentos externos.
O NEO segue esse princípio, mas utiliza uma abordagem diferente de alguns dos implantes mais conhecidos. O dispositivo registra a ...
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