Todo mundo, ao menos uma vez na vida, já imaginou como seria o fim do mundo se humanos se transformassem em zumbis. Não é à toa que o audiovisual se inspirou nessa ideia para produzir séries como The Walking Dead e filmes como a Guerra Mundial Z. Mas e se essa invasão fosse, na verdade, um fungo zumbi?
O pesquisador brasileiro e professor da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, João Araújo, descobriu em meio à Mata Atlântica de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio de Janeiro, uma nova espécie de fungo parasita capaz de infectar aranhas ainda vivas, consumir seus tecidos por dentro e, após a morte do hospedeiro, emergir para liberar esporos no ambiente. Batizado de Purpureocillium atlanticum, e apelidado de "fungo zumbi", o microrganismo foi reconhecido pelo Royal Botanic Gardens Kew, de Londres, como uma das 10 descobertas científicas mais relevantes do ano.
Fungo zumbi: parasita altamente especializado infecta aranhas vivas e possui estratégias naturais de sobrevivência
O fungo zumbi pode não ser exatamente o zumbi que imaginamos, mas ele está fora da ficção e é completamente real. O Purpureocillium atlanticum é uma espécie de fungo que pertence à família Ophiocordycipitaceae, conhecida por reunir parasitas extremamente especializados, ou seja, capazes de assumir o controle de outro. A diferença, neste caso, está no hospedeiro: uma aranha de alçapão que vive em tocas subterrâneas na Mata Atlântica.
O ciclo de infecção começa quando o fungo entra em contato com a aranha ...
Matérias relacionadas
Rimos de quem acreditava que pensamentos positivos nos fariam felizes, mas eles estavam certos