Estudo brasileiro aponta riscos do uso prolongado de omeprazol para saúde dos ossos e absorção de nutrientes

Resultados publicados na ACS Omega mostram alterações no metabolismo, trazendo um alerta sobre automedicação e uso contínuo do medicamento

16 jan 2026 - 09h13
Foto: Xataka

A automedicação é um hábito bastante comum, mas potencialmente perigoso, especialmente quando envolve o uso de medicamentos de forma contínua. Aquela dorzinha no estômago que parece não ser nada demais, pode indicar um problema mais sério e persistir por semanas. O problema é que, a longo prazo, o uso de medicamentos indicados para tratar esses sintomas representam um risco à saúde.

Pelo menos é isso que revela um estudo brasileiro conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC). Segundo o estudo, o uso prolongado de omeprazol e outros inibidores da bomba de prótons, como o pantoprazol e esomeprazol, pode prejudicar a absorção de nutrientes essenciais e pode comprometer a saúde óssea. A pesquisa, realizada com ratos e publicada na revista científica ACS Omega, traz um alerta para o uso prolongado de medicamentos sem o devido acompanhamento médico.

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Estudo revela que uso contínuo de omeprazol interfere na absorção de nutrientes

Para entender como o uso prolongado do medicamento afeta o organismo, os pesquisadores investigaram os efeitos sobre a absorção de minerais essenciais. A análise envolveu nutrientes como ferro, cálcio, zinco, magnésio, cobre e potássio. Nos animais que receberam o medicamento, foram observadas alterações importantes na forma como esses nutrientes se distribuem pelo organismo, com acúmulo no estômago e desequilíbrios em órgãos como fígado e baço.

No sangue, os resultados chamaram atenção...

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