A corrida pela supremacia nas comunicações globais acaba de ganhar um novo capítulo de proporções épicas. A China solicitou oficialmente à União Internacional de Telecomunicações (UIT), órgão vinculado à ONU, a reserva de posições orbitais para o que pode se tornar uma das maiores infraestruturas espaciais da história: uma constelação composta por quase 100 mil satélites.
O projeto, submetido sob os códigos CTC-1 e CTC-2, prevê o lançamento de 96.714 satélites distribuídos em 3.660 planos orbitais. Essas redes utilizam órbitas não geoestacionárias (NGSO), o que significa que os satélites se movem continuamente ao redor do planeta para garantir cobertura total e ininterrupta de serviços móveis e internet de alta velocidade.
O embate contra a Starlink
A iniciativa chinesa é uma resposta direta à expansão da Starlink, da SpaceX. Enquanto a empresa de Elon Musk domina o setor atualmente e planeja chegar a cerca de 15 mil satélites, os planos totais da China agora somam aproximadamente 200 mil unidades em órbita.
Essa rede massiva deve funcionar como a espinha dorsal da próxima geração de comunicações da China, permitindo aplicações avançadas como a computação de borda em órbita. Isso significa que o processamento de dados poderá ocorrer no próprio espaço, reduzindo a latência e aumentando a eficiência de sistemas inteligentes em solo.
Preocupações com o congestionamento orbital
Embora o projeto prometa revolucionar o acesso à informação, ele traz desafios significativos para a ...
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