Assim como em Jurassic Park, estes cientistas reviveram uma espécie extinta, mas com um porém

Ao manipular o genoma de lobos modernos, pesquisadores trouxeram de volta características físicas do mítico lobo-terrível

4 out 2026 - 11h10
Resumo
A empresa Colossal Biosciences utilizou edição genética via CRISPR para recriar traços do extinto lobo-terrível em três filhotes modernos, alterando 14 genes para manifestar características como mandíbulas massivas e grande porte físico. Paralelamente, o grupo aplicou as mesmas tecnologias e clonagem para resgatar a diversidade genética do ameaçado lobo-vermelho com DNA preservado em coiotes, aproximando da realidade a controversa ciência de desextinção e conservação de espécies.
Reprodução
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Foto: Xataka

O livro de Michael Crichton e o clássico filme de Steven Spielberg nunca pareceram tão próximos da realidade. Contudo, diferentemente dos dinossauros de Jurassic Park, a ressurreição de espécies extintas não acontece em um passe de mágica nem reconstituindo 100% de um DNA fóssil. Recorrendo a ferramentas modernas de edição genética, a empresa norte-americana Colossal Biosciences alcançou o feito de inserir sequências de DNA de um predador extinto há milênios no genoma de animais vivos.

Um experimento fora do comum

A iniciativa liderada pela Colossal Biosciences envolve dois avanços fundamentais. De um lado, a equipe celebrou em 2025 o nascimento de três filhotes batizados de Romulus, Remus e Khaleesi. Graças a 15 modificações direcionadas em 14 genes com a tecnologia CRISPR, somadas a cinco ajustes derivados do lobo-cinzento moderno, esses animais estão desenvolvendo características físicas típicas do antigo lobo-terrível (Aenocyon dirus). Os espécimes já exibem pelagem branca, porte imponente, superando os 54 quilos, mais de 1,20 metro de comprimento, musculatura reforçada e mandíbulas mais largas com dentes maciços.

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Em paralelo, a companhia aplicou as mesmas tecnologias na clonagem de quatro indivíduos do lobo-vermelho (Canis rufus), espécie hoje criticamente ameaçada de extinção. Ao incorporar o chamado "DNA fantasma", identificado em populações de coiotes da Costa do Golfo, os pesquisadores conseguiram devolver uma diversidade genética vital ao reduzido conjunto ...

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