O James Webb encontrou algo tão improvável que nos ajuda a compreender a Terra: um exoplaneta de lava "fria"

Um planeta infernal para entender melhor os primórdios da Terra

3 out 2026 - 16h06
(atualizado às 17h10)
Resumo
Cientistas descobriram, por meio do telescópio James Webb, que o exoplaneta rochoso de lava HD 3167 b possui indícios de atmosfera, desafiando teorias científicas. Localizado a 154 anos-luz da Terra, o astro orbita tão próximo de sua estrela que seu ano dura um dia terrestre, condição em que os ventos estelares deveriam ter destruído seus gases. Essa atmosfera retém temperaturas menores que o esperado, tornando o planeta um modelo crucial para entender a formação e o passado da própria Terra.
O James Webb encontrou algo tão improvável que nos ajuda a compreender a Terra: um exoplaneta de lava
O James Webb encontrou algo tão improvável que nos ajuda a compreender a Terra: um exoplaneta de lava
Foto: Xataka

Cientistas descobriram um exoplaneta de lava tão próximo de sua estrela que, teoricamente, não deveria possuir atmosfera. No entanto, não apenas há fortes indícios de que ele possui uma, como essa atmosfera o ajuda a manter uma temperatura muito mais baixa do que a de outros planetas semelhantes. Quanto à vida, é praticamente impossível que ela possa proliferar neste planeta.

Ainda assim, sua capacidade de reter a atmosfera faz dele um excelente objeto de estudo para compreendermos como a Terra se formou. Afinal, também vivemos em um planeta rochoso que, segundo a maioria das hipóteses, já esteve coberto de lava.

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HD 3167 b

Esse é o nome do planeta descrito recentemente por uma equipe de cientistas das universidades de Chicago e de Maryland. Trata-se de uma superterra rochosa coberta de lava, situada a 154 anos-luz de nós.

Por outro lado, ele está extremamente próximo de sua estrela — tão próximo que completa uma órbita ao redor dela em pouquíssimo tempo. Um ano inteiro no planeta dura aproximadamente o mesmo que um dia na Terra.

O que não bate

Por estar tão perto da estrela, o esperado seria que o planeta não tivesse atmosfera, já que ela seria destruída pelos intensos ventos estelares e pela radiação de altíssima energia. No entanto, graças ao instrumento MIRI do Telescópio Espacial James Webb, foi possível constatar que esse exoplaneta possivelmente preserva, sim, uma atmosfera.

O estudo foi realizado durante um eclipse secundário — ou seja, quando o planeta passava por trás de ...

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