Ursos estão comendo mais plantas para sobreviverem à crise climática, aponta estudo

Estudo com sete espécies de ursos, os maiores carnívoros terrestres, descobre mais sobre a adaptação diante da disponibilidade de recursos

13 abr 2026 - 14h48
(atualizado às 15h15)
Pesquisa teve como base sete espécies de ursos, sem considerar o urso polar e o urso panda -- que são animais com características de alimentação mais específicas
Pesquisa teve como base sete espécies de ursos, sem considerar o urso polar e o urso panda -- que são animais com características de alimentação mais específicas
Foto: Getty Images

Até eles, os ursos, considerados como os maiores carnívoros terrestres, estão se adaptando às mudanças climáticas. É o que mostra um estudo que teve como base sete espécies do animal, e descobriu que eles têm adotado uma alimentação com base em vegetais como forma de adaptação em situações de necessidade. Entenda mais!

O estudo A onívora dinâmica molda o papel funcional de grandes carnívoros sob a mudança global foi publicado em dezembro pela Nature Communications, renomada revista científica. Eles apontam que o perfil onívoro -- que inclui alimentos de origem vegetal -- tem sido reconhecido cada vez mais como uma “força estabilizadora sob a dinâmica de mudança ambiental”.

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“Essas descobertas revelam um mecanismo de religação trófica [conceito da ecologia que descreve a capacidade de espécies alterarem suas interações alimentares em resposta a mudanças ambientais] que altera o papel funcional de grandes carnívoros nos ecossistemas e pode simultaneamente estabilizar a dinâmica da rede alimentar sob mudança global”, aponta a pesquisa, feita por pesquisadores de diversos lugares do mundo.

A pesquisa utilizou como fundamento 210 registros de 155 estudos em torno de sete espécies de urso em múltiplas faixas geográficas. O urso polar não entrou na análise por ser uma espécie que caça quase que exclusivamente presas marinhas no gelo do Mar Ártico, e jejua em terra durante a temporada livre de gelo.

“Ao combinar abordagens macroecológicas e paleoecológicas, nosso estudo fornece fortes evidências empíricas de que grandes onívoros terrestres adaptam sua posição trófica [o lugar que ocupam] em teias alimentares de forma dinâmica à disponibilidade de recursos e clima, com uma diminuição geral da posição trófica em resposta a maior produção primária e estações de crescimento mais longas”, apontam.

O que isso significa? Como o "lugar no mundo" em que os ursos e demais animais ocupam tem ligação direta com seus respectivos papeis funcionais nos ecossistemas, essa adaptação de alimentação devido à crise climática “provavelmente terá efeitos em cascata na estrutura das teias alimentares e nas funções do ecossistema”, alertam.

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Fonte: Portal Terra
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