China inicia megaprojeto geológico de US$ 1 bilhão para mapear interior do continente

Iniciativa SinoProbe II reúne milhares de especialistas e gera ondas sísmicas para investigar suturas tectônicas e reservas minerais

11 set 2026 - 11h57
Resumo
A China iniciou o SinoProbe II, um megaprojeto geológico de US$ 1 bilhão com milhares de especialistas para mapear suturas tectônicas, investigar a formação continental e identificar reservas minerais estratégicas.

Com um investimento de US$ 1 bilhão e o trabalho de mais de 10 mil especialistas, a China deu início ao SinoProbe II, o maior projeto de exploração geológica do mundo. Utilizando explosões controladas para gerar ondas sísmicas, os cientistas buscam mapear as cicatrizes profundas da crosta terrestre e entender como o território chinês foi formado há milhões de anos. 

Foto: Imagem: gerada por IA / Portal Terra / TerrAI

Na Região Autônoma de Guangxi Zhuang, uma linha de pesquisa de 300 quilômetros utiliza detonações subterrâneas com 500 quilos de dinamite. Os sensores na superfície captam os ecos das ondas para localizar a fronteira enterrada entre dois blocos continentais antigos, denominados Yangtze e Cathaysia, cuja colisão ocorreu há cerca de 800 milhões de anos.

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Além da reconstituição histórica da formação continental, o programa tem objetivos estratégicos ligados ao mapeamento de estruturas profundas que controlam depósitos de minerais críticos. Segundo Hou Zengqian, geólogo econômico do Instituto de Geologia da Academia Chinesa de Ciências Geológicas e líder da iniciativa, os trabalhos representam uma marcha científica em direção ao interior profundo do planeta.

O que os cientistas investigam no Tibete e no norte do país?

No planalto tibetano, centenas de sismômetros posicionados a intervalos de 50 quilômetros monitoram como a placa tectônica indiana continua a se deformar sob a Eurásia. O processo teve início há 60 milhões de anos e elevou o relevo a quase 5 quilômetros acima do nível do mar.

Na região oriental do Cráton do Norte da China, os pesquisadores analisam o desaparecimento da raiz litosférica continental antiga, cuja espessura foi reduzida para menos de 70 quilômetros em determinados locais. O mapeamento da velocidade das ondas sísmicas busca identificar blocos frios no manto para esclarecer se a base afundou ou se foi consumida por material aquecido ascendente.

Qual é a proposta de integração internacional do programa?

O geólogo Dong Shuwen, da Universidade de Nanjing e principal arquiteto do projeto, propôs expandir os levantamentos para uma rede global chamada Earth CT. A proposta prevê um corredor de 22 mil quilômetros do Japão à América do Norte, embora a iniciativa dependa de protocolos de compartilhamento de dados sísmicos entre as nações participantes.

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Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial e editado pelo nosso time de jornalistas.
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