Disposta a liderar a corrida global da inteligência artificial contra os EUA, a China lançou um plano ambicioso para quadruplicar sua capacidade computacional até 2030, visando atingir 9,8 mil exaflops. O projeto prevê um investimento de 3,8 trilhões de yuans (cerca de R$ 2,9 trilhões) para sustentar a crescente demanda do setor, expandindo a infraestrutura que já conta com dezenas de novos data centers e registrou uma alta de 177% no poder de processamento no último ano.
Embora os EUA ainda estejam à frente em diversas áreas, a China provou ser uma rival mais do que capaz, apta a desafiá-los e até mesmo ultrapassá-los na corrida da IA. Para alcançar esse objetivo, o governo chinês lançou um plano que abrangia tudo, desde a integração de modelos de IA na produção até se tornar líder global em IA de código aberto. Agora, o governo publicou um novo plano extremamente ambicioso com um objetivo: quadruplicar sua capacidade computacional.
O que está acontecendo?
O South China Morning Post relata que, no final de junho, a capacidade computacional de IA da China era de 2.185 eflops (operações de ponto flutuante por segundo). Isso representa um aumento de 177% em comparação com o número registrado há apenas um ano, considerando a construção de 52 data centers com mais de 10 mil placas aceleradoras cada. Nesse ritmo, a China precisa aumentar sua capacidade computacional, e é aí que entra o novo plano.
O plano
Na última segunda-feira, o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação publicou um novo plano quinquenal com um objetivo muito claro: atingir 9,8 mil exaflops até 2030. Isso significa multiplicar a capacidade atual por 4,5, o que implica um investimento massivo. Especificamente, o governo alocará 3,8 trilhões de yuans, ou R$ 2,9 trilhões.
Demanda crescente
As necessidades computacionais estão crescendo em paralelo com o uso de IA. Uma métrica que reflete isso muito bem é o consumo diário de tokens. De acordo com informações da Administração ...
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