A OpenAI afirma ter resolvido o histórico problema de Navier-Stokes, proposto em 1934 e considerado um dos Problemas do Milênio. A suposta solução exigiu milhões de dólares e 10 mil agentes de IA coordenados operando por 88 horas. O feito ainda aguarda validação da comunidade matemática para ser oficializado e já gera forte controvérsia pelo uso prévio de pesquisas desenvolvidas por matemáticos humanos, o que divide os créditos da potencial descoberta.
A OpenAI afirma ter resolvido o problema da existência e suavidade de Navier-Stokes, que foi proposto em 1934 pelo francês Jean Leray e permanecia sem solução. Esse problema é considerado extremamente importante e, no ano 2000, foi nomeado um dos "Sete Problemas do Milênio" pelo Clay Mathematics Institute, que oferece um prêmio de um milhão de dólares a quem resolvê-lo.
A OpenAI publicou tanto a demonstração analítica quanto sua formalização em Lean. Mas isso ainda não significa que o problema esteja oficialmente resolvido — falta o escrutínio da comunidade matemática. E, para completar, surgiu uma grande polêmica por causa do trabalho prévio de matemáticos humanos. O mérito da descoberta, se é que de fato se trata de uma descoberta, agora está difuso.
Para descobrir essa suposta solução, a OpenAI utilizou um modelo interno que descreve como "significativamente mais capaz" que o já potente GPT-6 Astra, e que ainda está em treinamento. Os responsáveis pelo projeto acabaram usando cerca de 10.000 agentes coordenados, trabalhando durante 88 horas e consumindo vários milhões de dólares em computação.
A OpenAI não escolheu esse problema por acaso. Tristan Buckmaster, matemático da Universidade de Nova York, e Levent Alpöge, matemático que trabalha na Anthropic, vinham obtendo avanços importantes havia meses em problemas relacionados. Sua pesquisa dava continuidade a uma linha aberta pelos matemáticos espanhóis Diego Córdoba e Luis Martínez-Zoroa.
Quem busca soluções se apoia em ...
Matérias relacionadas