É comum nos depararmos com a notícia de que algum conhecido teve seus pertences roubados ou furtados, como celular, carteira e carro. Mas e quando o que desaparece não é um bem comum, e sim um vírus potencialmente perigoso? Por mais inacreditável que pareça, isso realmente aconteceu na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo.
Desde 13 de fevereiro, amostras virais sumiram de um laboratório de alta segurança, levantando preocupações imediatas sobre os riscos à saúde pública e o que poderia acontecer caso esse material fosse usado de forma indevida. O caso só veio à tona após a própria universidade identificar o desaparecimento e acionar a polícia. Semanas depois, a investigação da Polícia Federal do Brasil trouxe uma reviravolta: as amostras foram encontradas dentro da própria instituição, e uma pesquisadora passou a ser apontada como principal suspeita pelo furto.
Vírus altamente letal é furtado de dentro do laboratório da Unicamp
Perder um vírus altamente letal representa um risco gigantesco para a comunidade. Por isso, é natural se questionar sobre como esse agente infeccioso estava armazenado. Será que ele realmente estava em um lugar seguro, longe do acesso de qualquer um? As amostras estavam armazenadas em um laboratório com nível 3 de biossegurança (NB-3), uma instalação de alta contenção projetada para manusear agentes infecciosos sérios ou letais. Esse tipo de ambiente segue protocolos rigorosos justamente por lidar com microrganismos que apresentam ...
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