Jornalistas de favelas cariocas se especializam com curso, mapeamento e revista
Objetivo é formar comunicadores populares com perspectiva crítica e territorial, valorizando as práticas comunitárias
Jornalistas de cinco veículos de favelas cariocas iniciaram curso gratuito do Observatório de Favelas, com o objetivo de promover a formação crítica e territorial, realizando mapeamento cultural e criando a Revista aMARÉlo.
Começa hoje (18) e vai até abril de 2026 o curso que reúne, especializa e fortalece dez jornalistas de cinco veículos periféricos de quatro regiões da capital fluminense, o aMARÉlo: Jornalismo Cultural em Favelas.
Os veículos selecionados são PPG INFORMATIVO (Pavão Pavãozinho e Cantagalo), Voz de Guadalupe (favela do Chapadão), Zona Oeste Ativa, Maré Vive e MANGUEIRA COMUNICA. Além do curso, as iniciativas vão receber apoio financeiro de R$ 10 mil para continuidade do curso. Os participantes terão mais de 60 horas de aulas e realizarão também um mapeamento das práticas culturais em favelas cariocas.
Criarão, ainda, a Revista aMARÉlo, disponível em formato impresso e digital, com distribuição gratuita e acessível. A publicação construída pelos participantes será distribuída também por eles nos territórios mapeados, seguindo o plano de difusão feito no último módulo da formação.
Aula inaugural do curso do Observatório das Favelas
A aula inaugural traz Daiane Mendes, diretora do Fundo de Apoio ao Jornalismo e cofundadora do Voz das Comunidades, e Luiz Rufino, autor de Pedagogia das Encruzilhadas, professor da UERJ e pesquisador em Educação, Cultura e Crítica ao Colonialismo.
A formação gratuita é organizada pelo Observatório de Favelas, criado em 2001, organização da sociedade civil sediada no Conjunto de Favelas da Maré, com atuação nacional. Dedica-se à produção de conhecimento e metodologias visando incidir em políticas públicas sobre as favelas e promover o direito à cidade.
Fundado por pesquisadores e profissionais oriundos de espaços populares, tem como missão construir experiências que contribuam para a superação das desigualdades e o fortalecimento da democracia a partir da afirmação das favelas e periferias como territórios de potências e direitos.