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Vacina contra herpes zoster: entenda como ela age no corpo e quem deve tomar

Imunizante ajuda a prevenir o cobreiro e suas complicações, como a neuralgia pós-herpética; saiba para quais grupos a vacinação é indicada

3 set 2026 - 13h10
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Resumo
A vacina recombinante contra a herpes-zóster, disponível na rede privada e em análise pelo SUS, previne a reativação do vírus da catapora e reduz o risco de complicações graves, como a dor crônica da neuralgia pós-herpética. Com eficácia de até 97%, o imunizante inativado é administrado em duas doses e é indicado para adultos a partir dos 50 anos ou pessoas imunossuprimidas com mais de 18 anos, mesmo para quem já teve a doença, atuando na preparação das defesas biológicas contra o cobreiro.

A herpes-zóster, popularmente chamada de 'cobreiro', costuma aparecer de maneira inesperada. Mas a verdade é que o vírus responsável pela doença pode estar presente no organismo há décadas. Depois de uma pessoa ter catapora, o varicela-zóster não é completamente eliminado: ele permanece inativo no sistema nervoso e, em determinadas circunstâncias, pode voltar a se manifestar.

Entenda como funciona a vacina contra herpes
Entenda como funciona a vacina contra herpes
Foto: zóster, quem pode tomar, quais são as contraindicações e como ela ajuda a se prevenir - Reprodução: juststock/Getty Images Pro / Bons Fluidos

Uma das principais formas de reduzir esse risco é a vacinação. O tema tem chamado atenção diante das discussões sobre uma possível inclusão da vacina contra a herpes zoster no Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, o imunizante mais moderno contra a doença está disponível no Brasil na rede privada. Mas, afinal, o que a vacina faz dentro do organismo e para quem ela é indicada?

Como funciona a vacina contra a herpes-zóster

A vacina atualmente disponível no país utiliza uma tecnologia diferente daquela presente em versões mais antigas do imunizante. Trata-se de uma vacina recombinante e inativada, ou seja, não utiliza o vírus vivo para provocar a resposta imunológica.

Sua composição contém uma proteína encontrada no vírus varicela-zóster, chamada glicoproteína E, associada a um componente que estimula a atuação do sistema imunológico.

A ideia é preparar as defesas do organismo para reconhecer o vírus rapidamente caso ele volte a ficar ativo. Dessa maneira, o sistema imune consegue reagir de forma mais eficiente e dificultar sua multiplicação, diminuindo consideravelmente a possibilidade de desenvolvimento da herpes-zóster.

A proteção é elevada: de acordo com os dados apresentados sobre o imunizante, sua eficácia contra a doença fica entre 90% e 97%, com variações conforme a idade.

Por que o cobreiro aparece anos depois da catapora?

A explicação está justamente no comportamento do varicela-zóster. Depois da catapora, geralmente contraída durante a infância, o vírus pode permanecer "adormecido" no organismo por muitos anos.

Quando ocorre sua reativação, ele pode provocar a herpes-zóster. A doença costuma causar erupções com pequenas bolhas agrupadas, frequentemente acompanhadas por ardência, sensibilidade e dor.

O risco tende a aumentar com o avanço da idade, período em que a resposta do sistema imunológico naturalmente sofre alterações. Pessoas com a imunidade comprometida também apresentam maior vulnerabilidade à reativação.

Quem pode tomar a vacina contra herpes-zóster?

A vacinação é recomendada principalmente a partir dos 50 anos, justamente pela maior probabilidade de desenvolvimento da doença nessa fase da vida.

O imunizante também pode ser indicado a adultos a partir dos 18 anos que apresentem risco aumentado de herpes zoster por comprometimento do sistema imunológico. É o caso, por exemplo, de determinadas pessoas com câncer ou HIV e de pacientes que utilizam medicamentos imunossupressores.

O esquema de vacinação é composto por duas doses. Normalmente, elas são administradas com intervalo de dois meses, embora esse período possa ser ajustado em determinadas situações, seguindo orientação profissional.

E há um detalhe importante: ter enfrentado o cobreiro anteriormente não significa que a pessoa esteja protegida para sempre. Quem já teve herpes-zóster também pode receber a vacina para diminuir o risco de novos episódios.

Quem não deve receber o imunizante?

A principal contraindicação envolve pessoas que apresentaram reação alérgica grave após uma dose anterior ou que tenham hipersensibilidade conhecida a algum dos componentes da fórmula.

Como a vacina recombinante não contém vírus vivo, ela pode ser utilizada por pessoas imunocomprometidas, grupo que justamente apresenta maior risco de desenvolver a doença.

Após a aplicação, podem surgir efeitos adversos temporários. Entre os mais frequentes estão dor na região da injeção, cansaço, dor de cabeça e desconforto muscular.

Vacina também ajuda a evitar complicações

Prevenir o cobreiro não significa apenas escapar das bolhas e da sensação de queimação provocadas pela doença. A vacinação também é importante diante do risco de complicações associadas à herpes zoster.

Uma das mais conhecidas é a neuralgia pós-herpética. Nessa condição, a dor permanece mesmo depois que as lesões na pele desapareceram e pode se prolongar por meses ou até anos, comprometendo significativamente a qualidade de vida.

Por isso, especialmente entre pessoas mais velhas e aquelas que apresentam maior vulnerabilidade à doença, a vacinação funciona como uma estratégia para diminuir tanto a ocorrência da herpes zoster quanto o risco de enfrentar consequências prolongadas após a infecção.

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