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World Athletics ratifica 57:20 de Kiplimo na Meia de Lisboa; mas Kejelcha já correu 56:51 em Buenos Aires

Marca e ugandense foi ratificada, mas já pertence ao passado. E a disputa segue agora nos 42 km.

3 set 2026 - 13h46
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Resumo
A World Athletics ratificou três recordes mundiais: os 57:20 de Jacob Kiplimo na Meia de Lisboa, os 12.75 de Ja'Kobe Tharp nos 110 m com barreiras e os 2:11.83 de Emmanuel Wanyonyi nos 1.000 m. Apesar da homologação, a marca de Kiplimo já foi superada por Yomif Kejelcha, que fez 56:51 em Buenos Aires e aguarda validação. O feito acirra a rivalidade entre Kiplimo, Kejelcha e Sabastian Sawe, que seguem quebrando marcas históricas e prometem disputas intensas nas principais maratonas da temporada.

A World Athletics ratificou três recordes mundiais estabelecidos em 2026. Entre eles está o 57:20 de Jacob Kiplimo na meia maratona, marca obtida em 8 de março, na Meia maratona de Lisboa, em Portugal.

Kiplimo voltou a Lisboa, cidade onde havia estabelecido seu primeiro recorde mundial na distância, em 2021. A marca retirou dez segundos do então recorde mundial ratificado, de 57:30, estabelecido pelo etíope Yomif Kejelcha em Valência, em outubro de 2024.

O recorde de Kiplimo, porém, já foi superado pelo próprio Kejelcha. Em 23 de agosto, em Buenos Aires, o etíope correu 56:51, baixando em 29 segundos a marca do ugandense e estabelecendo um novo recorde mundial da meia maratona. O resultado ainda está sujeito ao processo de ratificação da World Athletics.

E a disputa vai pegar fogo nos 42 km

Se a evolução das marcas na meia maratona já chama atenção, a temporada de maratonas promete uma disputa ainda mais interessante entre alguns dos mesmos protagonistas.

Kiplimo estará em Chicago, enquanto Sabastian Sawe, atual recordista mundial da maratona, está fora da Maratona de Berlim por causa de uma lesão.

Sawe estabeleceu o atual recorde mundial de 1:59:30 em Londres, em abril, em uma prova histórica. Na mesma corrida, Kejelcha estreou nos 42 km e foi vice-campeão, com 1:59:41, tornando-se o segundo homem a completar oficialmente uma maratona abaixo de duas horas. Kiplimo terminou em terceiro, com 2:00:28.

Agora, os três seguem caminhos diferentes no calendário. Kiplimo terá Chicago pela frente, Sawe precisará interromper sua temporada por causa da lesão, e Kejelcha está confirmado na Maratona de Valência, em dezembro.

O etíope chega à Espanha depois de também ter retomado o recorde mundial da meia maratona em Buenos Aires e com uma marca de 1:59:41 na maratona. Valência, portanto, pode ser mais um palco para a disputa pelas grandes marcas dos 42,195 km.

Com Sawe, Kejelcha e Kiplimo protagonizando resultados históricos e espalhados pelas principais maratonas do calendário, a briga pela elite masculina nos 42 km promete pegar fogo até o fim da temporada.

Mais dois recordes ratificados

Os outros dois recordes mundiais agora ratificados foram estabelecidos na pista.

Nos 110 m com barreiras, o norte-americano Ja'Kobe Tharp, de 20 anos, marcou 12.75, com vento de +1,0 m/s, na semifinal do NCAA Championships, em Eugene, em 10 de junho. O tempo foi cinco centésimos mais rápido que o antigo recorde mundial, de 12.80, estabelecido por Aries Merritt em 2012.

Já o queniano Emmanuel Wanyonyi estabeleceu o recorde mundial dos 1.000 m em 10 de julho, na etapa da Diamond League em Mônaco. Em sua estreia na distância, correu 2:11.83, baixando em 13 centésimos a marca de 2:11.96 estabelecida pelo compatriota Noah Ngeny em 1999.

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