Script = https://s1.trrsf.com/update-1786557910/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Maratona de Taubaté causa enorme transtorno na cidade, com ruas e avenidas interditadas, para passagem de 275 corredores nos 42 km

Quando se fala de maratona é comum as pessoas associarem a imagens de grandes provas no exterior, com milhares de corredores entupindo as vias públicas, que são, obviamente interditadas ao tráfego de veículos. Algum transtorno sempre há, porém, ao se cotejar o benefício para os muitos participantes e o retorno para a cidade, que vê […]

31 ago 2026 - 15h22
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
A realização da Taubaté Marathon gerou grande transtorno no trânsito ao travar dezenas de vias para apenas 275 maratonistas, provocando revolta popular e riscos aos atletas devido à má gestão de bloqueios pela organização. O problema do impacto viário também afetou a Maratona Internacional de Piracicaba, que acabou embargada e cancelada pela prefeitura na madrugada de sua largada por descumprir exigências de controle de trânsito da empresa responsável.

Quando se fala de maratona é comum as pessoas associarem a imagens de grandes provas no exterior, com milhares de corredores entupindo as vias públicas, que são, obviamente interditadas ao tráfego de veículos. Algum transtorno sempre há, porém, ao se cotejar o benefício para os muitos participantes e o retorno para a cidade, que vê hotéis e restaurantes cheIos com o pessoal de fora, acaba-se por fechar a conta de forma positiva.

Mapa ilustrativo da Maratona de Taubaté
Mapa ilustrativo da Maratona de Taubaté
Foto: Divulgação / Contra-Relógio

Esse raciocínio tem sua lógica em eventos de grandes proporções, que acaba justificando travar ruas e avenidas, por várias horas, na medida em que os 42 km são efetivamente um longo percurso, que por vezes nem "cabe" na cidade, exigindo se chegar aos arredores do município.

Porém, quando os maratonistas são apenas algumas centenas (ou dezenas, como em várias de nossas provas na distância), não tem sentido parar uma cidade no domingo pela manhã por causa deles. Não que eles não mereçam essa atenção, mas esses bloqueios precisam ser feitos de forma inteligente, para minimizar os problemas para os outros 90% da população.

O caso recente da Taubaté Marathon, acontecida em 23/08, ilustra bem o que estamos falando. Os 330 mil habitantes dessa cidade do Vale do Paraíba (SP) tiveram que conviver com dezenas de ruas e avenidas interditadas, para a passagem de quase 3 mil corredores, o que não acarretaria grandes complicações se fosse uma prova de 10 km ou até mesmo de 21 km.

O problema são os 42 km, mas que pode ser administrado, com a montagem de um percurso que prejudique o menos possível o trânsito local, com pontos de bloqueio ágeis, ou seja, com pessoas preparadas para implantar o "pare" e "siga" de forma dinâmica e especialmente o uso de apenas uma faixa de rolamento, deixando as demais livres para os veículos. E esse detalhe vale de maneira taxativa para a segunda metade de uma maratona, quando os participantes estão absolutamente diluídos no percurso. Vale lembrar que na Taubaté Marathon foram apenas 275 corredores na prova maior!

O resultado da realização de uma maratona como esta, organizada pela ZBR Eventos, é que se cria na população (os tais 90%) uma raiva dos corredores, que acabam sendo violentamente xingados no percurso, quando não agredidos e com risco de atropelamentos pelos motoristas que são obrigados a ficar até por horas parados para a passagem de "meia dúzia de corredores pingados".

Embargada a de Piracicaba

Neste domingo (30/08) outra maratona paulista passou por uma situação inesperada. Estava prevista a prova de 42 km na Internacional de Piracicaba, também em primeira edição, mas fiscais da prefeitura estiveram de madrugada na largada e embargaram o evento, por não cumprir as exigências relacionadas ao controle de trânsito.

A organizadora Grécia Produções e Eventos tentou solucionar os problemas indicados pelos fiscais, mas não teve sucesso, o que resultou no cancelamento da maratona.

Ao que parece, há uma disputa na cidade e região pela organização de corridas, tendo aparecido recentemente a Grécia, em disputa com a Chelso Sports, que realizou, em maio deste ano, a 1ª Maratona de Piracicaba.

Contra-Relógio
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra