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Um novo estudo revela que a mulher mais velha do mundo tinha uma microbiota intestinal tão saudável quanto a de uma criança

Estudo mostra que a combinação de boa genética e hábitos saudáveis ajudou María Branyas a viver muito e com qualidade

27 abr 2026 - 12h00
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Instituto Josep Carreras
Instituto Josep Carreras
Foto: Minha Vida

María Branyas tinha 117 anos quando morreu, em 2024, reconhecida como a pessoa mais longeva do mundo. A catalã não apenas fazia parte do seleto grupo dos chamados supercentenários — aqueles que ultrapassam os 110 anos —, como também desfrutou de uma vida longa, saudável e feliz. Agora, um estudo completo de seus marcadores moleculares e biológicos revela as possíveis chaves por trás de uma longevidade saudável.

A pesquisa, conduzida por uma equipe internacional liderada pelo grupo de Epigenética do Câncer do Instituto de Pesquisa contra a Leucemia Josep Carreras e pela Universidade de Barcelona, confirma algo já conhecido: não existe uma receita única para viver muitos anos. Ainda assim, o estudo traz uma descoberta curiosa sobre o organismo de Branyas.

Segundo o médico e pesquisador Manel Esteller, especialista em longevidade e um dos principais autores do trabalho, o corpo de María Branyas envelhecia como o de qualquer pessoa, mas, ao mesmo tempo, desenvolvia mecanismos que a protegiam de doenças graves capazes de ameaçar sua vida.

Publicado nesta quarta-feira na revista Cell Reports Medicine, o estudo analisou o perfil molecular de Branyas — incluindo genoma, metaboloma, microbioma e epigenoma — em uma abordagem multiómica detalhada que identifica tanto fatores genéticos quanto hábitos de vida saudáveis e influências externas ao organismo.

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