Verticalização pode deixar trânsito de Balneário Camboriú inviável
Verticalização acelerada em Balneário Camboriú ameaça trânsito; descubra como arranha-céus gigantescos podem tornar a mobilidade inviável
Balneário Camboriú aparece com frequência em debates sobre mobilidade urbana. A cidade atrai novos moradores, turistas e investidores. No entanto, muitos especialistas alertam para um ponto específico: a verticalização acelerada pode comprometer o trânsito. O crescimento em altura não acompanha, na mesma medida, a ampliação das vias.
Os arranha-céus gigantes concentram muita gente em poucas quadras. Assim, eles colocam pressão sobre ruas já estreitas. Além disso, a cidade possui área limitada entre o mar e os morros. Esse cenário reduz as opções de novas avenidas. Por isso, urbanistas observam o avanço das torres com atenção redobrada.
Verticalização acelerada pode tornar o trânsito de Balneário Camboriú inviável
A palavra-chave principal neste debate é verticalização em Balneário Camboriú. Ela resume o modelo de crescimento baseado em edifícios muito altos. Cada torre abriga centenas de apartamentos e vagas de garagem. Esse formato multiplica o número de carros por quadra. Dessa forma, pequenos trechos passam a receber fluxos típicos de grandes avenidas.
Os especialistas destacam outro ponto. As ruas no entorno dos prédios mantêm praticamente a mesma largura de décadas atrás. Com isso, elas não absorvem o volume extra de veículos. A cidade também funciona como destino turístico de massa. Durante feriados e alta temporada, a pressão sobre a mobilidade se intensifica. O trânsito fica mais lento e imprevisível.
Por que o adensamento vertical pressiona tanto o sistema viário?
Assim, oadensamento vertical concentra moradores, visitantes e serviços em áreas pequenas. Em Balneário Camboriú, muitos edifícios gigantes surgem perto da orla. Ali, as ruas têm traçado antigo e pouca possibilidade de ampliação. Assim, cada nova torre adiciona carros, aplicativos, táxis e caminhões de entrega no mesmo espaço.
Os especialistas apontam três fatores principais. Primeiro, a taxa de motorização segue alta. Grande parte das famílias ainda depende do automóvel. Segundo, o transporte coletivo não oferece alternativas ágeis em todos os bairros. Terceiro, o zoneamento permite torres muito altas em regiões já consolidadas. Essa combinação cria gargalos constantes.
- Alta densidade em poucas quadras.
- Dependência do carro nas rotinas diárias.
- Vias estreitas com poucas conexões alternativas.
- Turismo sazonal com picos de demanda.
Os especialistas também relacionam a verticalização intensa com maior número de viagens curtas. Moradores se deslocam de carro para mercados, academias e serviços próximos. As rotas curtas, porém frequentes, elevam o fluxo local. Assim, até deslocamentos de poucos minutos formam filas.
Balneário Camboriú tem como evitar um trânsito inviável?
Urbanistas defendem que a cidade ainda pode reduzir riscos. Para isso, eles sugerem integrar a verticalização de Balneário Camboriú com políticas de mobilidade. O poder público pode exigir estudos de impacto viário antes de liberar grandes projetos. Com esses dados, os gestores ajustam obras e regras de uso do solo.
Especialistas também defendem mudanças no desenho das ruas. A criação de corredores para ônibus melhora o desempenho do transporte coletivo. A ampliação das calçadas estimula deslocamentos a pé. Ciclovias contínuas, por sua vez, favorecem trajetos de bicicleta. Assim, parte dos moradores passa a depender menos do carro.
- Priorizar transporte coletivo em eixos estratégicos.
- Criar conexões viárias entre bairros hoje isolados.
- Limitar vagas de garagem em novas torres.
- Incentivar usos mistos, com serviços próximos às moradias.
- Planejar estacionamentos rotativos em áreas turísticas.
Alguns estudos sugerem outra medida. O município pode atrelar novos empreendimentos a contrapartidas. As construtoras participam de obras em cruzamentos, rotatórias e semáforos inteligentes. Dessa forma, o sistema viário recebe reforços junto com cada etapa da verticalização. Esse processo reduz o risco de colapso futuro.
Quais cenários os especialistas projetam para a mobilidade na cidade?
Os cenários variam conforme o ritmo de construções e o planejamento. Um cenário possível mantém o modelo atual. Nesse caso, a verticalização em Balneário Camboriú segue forte, sem mudanças significativas na mobilidade. Assim, o trânsito tende a ficar cada vez mais congestionado. Pequenos incidentes passam a provocar longos engarrafamentos.
Aliás, outro cenário combina novas torres com políticas de mobilidade ativa. Nesse caminho, a cidade incentiva trajetos a pé e de bicicleta. O transporte público recebe prioridade nas principais vias. As regras de ocupação do solo também passam por revisão. O poder público direciona o adensamento para eixos com melhor infraestrutura.
Inclusive, em terceiro cenário aposta em tecnologia. Sistemas inteligentes monitoram o fluxo em tempo real. Semáforos se ajustam automaticamente. Aplicativos orientam rotas alternativas para moradores e turistas. Essas medidas, somadas a um planejamento firme, reduzem os riscos de um trânsito inviável. Assim, a verticalização deixa de atuar isoladamente e passa a integrar uma estratégia urbana mais ampla.