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Turismo

Verticalização pode deixar trânsito de Balneário Camboriú inviável

Verticalização acelerada em Balneário Camboriú ameaça trânsito; descubra como arranha-céus gigantescos podem tornar a mobilidade inviável

29 jan 2026 - 08h31
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Balneário Camboriú aparece com frequência em debates sobre mobilidade urbana. A cidade atrai novos moradores, turistas e investidores. No entanto, muitos especialistas alertam para um ponto específico: a verticalização acelerada pode comprometer o trânsito. O crescimento em altura não acompanha, na mesma medida, a ampliação das vias.

Os arranha-céus gigantes concentram muita gente em poucas quadras. Assim, eles colocam pressão sobre ruas já estreitas. Além disso, a cidade possui área limitada entre o mar e os morros. Esse cenário reduz as opções de novas avenidas. Por isso, urbanistas observam o avanço das torres com atenção redobrada.

Balneário Camboriú – Divulgação
Balneário Camboriú – Divulgação
Foto: Giro 10

Verticalização acelerada pode tornar o trânsito de Balneário Camboriú inviável

A palavra-chave principal neste debate é verticalização em Balneário Camboriú. Ela resume o modelo de crescimento baseado em edifícios muito altos. Cada torre abriga centenas de apartamentos e vagas de garagem. Esse formato multiplica o número de carros por quadra. Dessa forma, pequenos trechos passam a receber fluxos típicos de grandes avenidas.

Os especialistas destacam outro ponto. As ruas no entorno dos prédios mantêm praticamente a mesma largura de décadas atrás. Com isso, elas não absorvem o volume extra de veículos. A cidade também funciona como destino turístico de massa. Durante feriados e alta temporada, a pressão sobre a mobilidade se intensifica. O trânsito fica mais lento e imprevisível.

Por que o adensamento vertical pressiona tanto o sistema viário?

Assim, oadensamento vertical concentra moradores, visitantes e serviços em áreas pequenas. Em Balneário Camboriú, muitos edifícios gigantes surgem perto da orla. Ali, as ruas têm traçado antigo e pouca possibilidade de ampliação. Assim, cada nova torre adiciona carros, aplicativos, táxis e caminhões de entrega no mesmo espaço.

Os especialistas apontam três fatores principais. Primeiro, a taxa de motorização segue alta. Grande parte das famílias ainda depende do automóvel. Segundo, o transporte coletivo não oferece alternativas ágeis em todos os bairros. Terceiro, o zoneamento permite torres muito altas em regiões já consolidadas. Essa combinação cria gargalos constantes.

  • Alta densidade em poucas quadras.
  • Dependência do carro nas rotinas diárias.
  • Vias estreitas com poucas conexões alternativas.
  • Turismo sazonal com picos de demanda.

Os especialistas também relacionam a verticalização intensa com maior número de viagens curtas. Moradores se deslocam de carro para mercados, academias e serviços próximos. As rotas curtas, porém frequentes, elevam o fluxo local. Assim, até deslocamentos de poucos minutos formam filas.

Balneário Camboriú tem como evitar um trânsito inviável?

Urbanistas defendem que a cidade ainda pode reduzir riscos. Para isso, eles sugerem integrar a verticalização de Balneário Camboriú com políticas de mobilidade. O poder público pode exigir estudos de impacto viário antes de liberar grandes projetos. Com esses dados, os gestores ajustam obras e regras de uso do solo.

Especialistas também defendem mudanças no desenho das ruas. A criação de corredores para ônibus melhora o desempenho do transporte coletivo. A ampliação das calçadas estimula deslocamentos a pé. Ciclovias contínuas, por sua vez, favorecem trajetos de bicicleta. Assim, parte dos moradores passa a depender menos do carro.

  1. Priorizar transporte coletivo em eixos estratégicos.
  2. Criar conexões viárias entre bairros hoje isolados.
  3. Limitar vagas de garagem em novas torres.
  4. Incentivar usos mistos, com serviços próximos às moradias.
  5. Planejar estacionamentos rotativos em áreas turísticas.

Alguns estudos sugerem outra medida. O município pode atrelar novos empreendimentos a contrapartidas. As construtoras participam de obras em cruzamentos, rotatórias e semáforos inteligentes. Dessa forma, o sistema viário recebe reforços junto com cada etapa da verticalização. Esse processo reduz o risco de colapso futuro.

Quais cenários os especialistas projetam para a mobilidade na cidade?

Os cenários variam conforme o ritmo de construções e o planejamento. Um cenário possível mantém o modelo atual. Nesse caso, a verticalização em Balneário Camboriú segue forte, sem mudanças significativas na mobilidade. Assim, o trânsito tende a ficar cada vez mais congestionado. Pequenos incidentes passam a provocar longos engarrafamentos.

Aliás, outro cenário combina novas torres com políticas de mobilidade ativa. Nesse caminho, a cidade incentiva trajetos a pé e de bicicleta. O transporte público recebe prioridade nas principais vias. As regras de ocupação do solo também passam por revisão. O poder público direciona o adensamento para eixos com melhor infraestrutura.

Inclusive, em terceiro cenário aposta em tecnologia. Sistemas inteligentes monitoram o fluxo em tempo real. Semáforos se ajustam automaticamente. Aplicativos orientam rotas alternativas para moradores e turistas. Essas medidas, somadas a um planejamento firme, reduzem os riscos de um trânsito inviável. Assim, a verticalização deixa de atuar isoladamente e passa a integrar uma estratégia urbana mais ampla.

Balneário Camboriú – depositphotos.com / diegograndi
Balneário Camboriú – depositphotos.com / diegograndi
Foto: Giro 10
Giro 10
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