Conheça Vancouver, a sede das Olimpíadas de Inverno
Dinâmica, moderna e envolta de paisagens naturais, Vancouver, terceira maior cidade do Canadá, com 600 mil habitantes, é reconhecida como uma das melhores cidades do mundo para se viver.
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As paisagens colaboram. A cidade está na costa oeste do país, na baía da Columbia Britânica e é local preferido pro muitos produtores de filmes americanos.
É ponto de entrada e parada obrigatória para quem vai ou retorna às Montanhas Rochosas ou à estação de esqui mais famosa do Canadá, Whistler.
O clima é bem temperado para os padrões canadenses: o inverno é frio, mas nem tanto: neste fevereiro, a previsão é de mínimas de 1º C e máxima de 8º C. As chuvas são frequentes e o céu, cinzento. A neve é comum nas montanhas ao redor, menos frequente ao nível do mar.
Este é o panorama para quem visitá-la neste mês, durante as Olimpíadas de Inverno, que começa nesta sexta (12) e segue até o dia 28.
Vancouver é uma cidade nova, mesmo para os padrões da América do Norte: nasceu em 1862. Toda a sua história é marcada pela aventura. Seu nome, que vem do holandês "van Coevorden" (originário da cidade de Coevorden), lembra o capitão britânico George Vancouver, o primeiro a explorar a área, em 1792.
O crescimento da cidade está ligado aos aventureiros e exploradores que encararam a área, com seus riscos, desafios e belezas.
Foi fundamental o estabelecimento da Canadian Pacific Railway, que atravessou o país, e escolheu Granville (hoje um bairro da cidade) como a estação final rumo ao Oceano Pacífico.
Veleiros e barcos de vapor levavam chá, seda, carvão e peixes do Oriente para que os trens levassem as mercadorias para Nova York.
Em pouco tempo, Vancouver era ponto do cruzamento entre o Pacífico e o Atlântico, entre a China e Londres. Foi então que a população explodiu.
Trens e navios trouxeram imigrantes de todos os cantos do mundo. Até hoje encontra-se muitos indianos, gregos, muçulmanos e sobretudo chineses.
Vancouver não é, decididamente, uma cidade como qualquer outra.
Existem muitos lugares interessantes para se visitar. A começar pelo passeio pela histórica Gastown, cujo nome vem de Gassy Jack, que em 1859 inaugurou um bar na região que hoje abriga cafés, lojas de artesanato e pubs.
É ali que, desde de 1870, funciona um curioso relógio a vapor, que apita de hora em hora. A noite é bem movimentada. Um outro imperdível: Chinatown, com suas comidas exóticas, lojas e colorido.
E não dá para não andar pelo Stanley Park, de frente para o oceano, com suas trilhas para caminhadas, jardins floridos e lagoas. Onde em 1889 foi criado o parque habitaram nativos das tribos Musqueam e Squamish, e isso é na sua área central.
Na tal Brockton Point há, inclusive, oito totens esculpidos em madeira. No parque está o Aquarium, um centro de ciências marinhas, com mais de 8 mil espécies, divididas em seções temáticas.
Entre elas está a do Ártico canadense, como os ursos polares e as baleias beluga. Os museus são motivo de orgulho para a cidade. O mais conhecido é o Museum of Anthropology, que abriga importantes coleções de arte indígena.
E se o MacMillan Space Centre permite descobrir tudo sobre astronomia, o Science World at Telus World of Science é o lugar para as crianças colocarem a mão na massa.
A Robson Street é o lugar para se fazer compras, mas também está o Metropolis At Metrotown, integrado ao metrô, segundo maior shopping canadense, e a Main Street, onde estão as antiguidades da cidade, além de arte popular e artes plásticas.
Já o Commercial Drive mostra o lado mais descolado da cidade, com confeitarias e cantinas, e um conjunto eclético de pessoas e estabelecimentos.
Granville Island é um charmoso ponto de encontro da cidade, com um mercado de frutas, flores, peixes, e uma grande variedade de lojas .
E ainda uma praça ao ar livre, muitas peças de teatro, e mais outras opções de restaurantes.