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Pontos, milhas, clube de assinatura: qual vale mais a pena para viajar?

Entenda as diferenças entre cada um e turbine suas férias gastando menos

25 out 2023 - 14h27
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Qual o melhor programa para economizar na sua viagem?
Qual o melhor programa para economizar na sua viagem?
Foto: iStock

Pontos obtidos em compras no cartão de crédito, milhas aéreas disponibilizadas pelas companhias e clubes de assinatura: são tantos os serviços oferecidos pelas empresas para a fidelização dos clientes que fica até difícil saber qual deles é mais vantajoso no momento de planejar uma viagem. Para tirar de vez essa dúvida, especialistas em milhas explicam o que cada um dos programas traz de benefícios e para quem são mais indicados. Leia a seguir:

Pontos

Sempre que ouvir essa palavra, associe ao uso do crédito. “Pontos são acumulados por meio dos programas de fidelidade dos cartões de crédito: quando habilitado o serviço, qualquer compra realizada com eles vai gerar novas pontuações. O saldo pode ser trocado por diversos benefícios, que ficam disponíveis nos sites”, explica Rodrigo Goés, especialista em educação financeira.

Normalmente, é possível efetuar a troca por eletrodomésticos, produtos eletrônicos, cosméticos ou itens para a casa. Alguns destes clubes oferecem ainda descontos em passagens ou hospedagens. No entanto, a recomendação dos especialistas é não usá-los com esta finalidade. “Se a ideia é acumular pontos para viajar, existem estratégias mais vantajosas, que garantem um desconto maior”, assegura Marcelo Rubles, educador financeiro.

Milhas são vantajosas para adquirir passagens aéreas
Milhas são vantajosas para adquirir passagens aéreas
Foto: iStock

Milhas

Quando o cliente pega os pontos do cartão de crédito e transfere para um clube de fidelidade pertencente a uma companhia aérea, estes pontos trocam de nome e passam a ser chamados de “milhas”. Este é o formato mais interessante para quem está planejando uma viagem. 

Isso porque as empresas costumam fazer promoções para que os clientes transfiram seus pontos para elas, oferecendo, por exemplo, um bônus que dobra o valor. Logo, se você transfere 10 mil pontos para uma companhia aérea, eles podem se transformar em 20 mil milhas sem que você gaste nada mais por isso. Basta esperar o momento certo, em que a promoção esteja ativa, para realizar a transferência.

A partir de então, é possível fazer a troca do saldo por passagens aéreas, cobrindo o valor total ou parcial dos assentos nas aeronaves. Ou seja: se houver pontos suficientes, você pode viajar só com as milhas. Se não, pode abater uma parcela do valor com elas e pagar somente a diferença em dinheiro.

“Em último caso, se a viagem não acontecer, ainda é possível realizar a venda destas milhas antes que elas expirem”, pontua Rodrigo, ressaltando a possibilidade de convertê-las em dinheiro novamente.

Clube de assinatura

Ao aderir a um clube de assinatura, seja qual for, a pessoa está se comprometendo a pagar uma mensalidade a uma empresa e, em troca, receber um produto, serviço ou pacote de benefícios que fica a critério da marca.

No caso das viagens, as ofertas são diversas. É possível, por exemplo, pagar um valor mensal a uma companhia aérea a fim de se tornar um cliente fiel. Quanto maior for o pacote escolhido, mais benefícios o viajante terá: desde entrar na lista do embarque preferencial até ter direito a despachar bagagens extra, acessar as salas VIP dos aeroportos ou ganhar um upgrade no assento do avião.

Existem ainda os clubes de assinatura pertencentes às redes hoteleiras. Neles, os clientes pagam uma mensalidade e obtêm benefícios, como descontos no momento de efetuar as reservas dos quartos, recepção prioritária, wi-fi gratuito, bebidas de boas-vindas, upgrade de acomodações e acesso ao lounge executivo dos hotéis.

Para Marcelo, os clientes devem levar em conta duas questões antes de assinarem um clube como este. “O primeiro deles é avaliar se realmente existe uma vantagem, ou seja, se o dinheiro investido nas mensalidades compensará o acesso aos serviços e produtos que estão sendo oferecidos”, indica.

O segundo tem a ver com o perfil de cada pessoa. “Ainda que pareça uma oferta irresistível, não adianta pagar se você não vai usar. Por isso, costumo indicar estes clubes somente para aqueles que se consideram viajantes frequentes: que vivem nos aeroportos e realmente vão fazer uso dos benefícios”, aconselha. Se a ideia for planejar uma viagem esporádica de férias, os clubes de assinatura podem não ser a melhor das opções.

Fonte: Redação Terra Você
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