"Temos perdido filhos dentro dos quartos", diz psicóloga ao alertar sobre riscos da era digital
Para proteger crianças e adolescentes nesse ambiente virtual, os pais devem adotar uma abordagem proativa e estabelecer um diálogo aberto sobre o uso da internet e seus limites
Na era digital, os avanços são incontáveis. Sabemos que a internet é um universo de oportunidades e informações. No entanto, para crianças e adolescentes, também é um labirinto repleto de perigos. O acesso ilimitado a conteúdos digitais, redes sociais e jogos online expõe os jovens a riscos que vão desde o cyberbullying até a exploração sexual e o vício em tecnologia. A crescente preocupação com a segurança digital dos filhos tem levado pais e especialistas a buscar estratégias eficazes para mitigar esses perigos."Temos perdido filhos dentro dos quartos". Com este alerta, a psicóloga e pedagoga Cassiana Tardivo faz uma análise deste desafio e orienta pais e professores no livro Resgate seu filho das telas. Ela argumenta que as telas estão moldando a mente e os valores das crianças, enquanto muitos adultos se sentem despreparados para lidar com a situação.
Riscos da era digital
A especialista explora uma série de problemas urgentes que surgem com o uso excessivo de telas. Entre eles, a ansiedade, a depressão, distúrbios do sono, isolamento e a falta de interesse pela religião. Ela também alerta para os perigos do cyberbullying, automutilação, exposição a conteúdos impróprios e o impacto negativo no desempenho escolar e no desenvolvimento cognitivo e físico.
Assim, o uso precoce e descontrolado das telas pode levar a danos irreversíveis no desenvolvimento infantil. Ela sugere que a privação de experiências e interações no mundo real, causada pelo tempo excessivo de tela, impede que as crianças desenvolvam habilidades essenciais.
Em vez de focar apenas em proibir o uso de telas, a autora propõe um caminho para fortalecer os laços familiares. Ela sugere que os pais estabeleçam limites com amor e autoridade.
Por fim, Tardivo destaca a importância de estar presente na vida dos filhos. Isso significa tempo dedicado para conversas, abraços e brincadeiras. Além disso, vale apostar na interação familiar para combater o isolamento e como um poderoso antídoto para a overdose digital.