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TDAH: fotobiomodulação representa opção inovadora para o tratamento

Fotobiomodulação transcraniana desponta como tecnologia complementar para apoio à atenção e à saúde cerebral no tratamento do TDAH

26 jul 2026 - 09h03
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Resumo
A Fotobiomodulação Transcraniana, também chamada de LEDterapia, surge como uma tecnologia promissora para complementar o tratamento do TDAH. Utilizando luz infravermelha para estimular células cerebrais, estudos iniciais indicam melhora nos sintomas de desatenção e hiperatividade. Com um dispositivo prático para uso domiciliar, esse método pode apoiar atenção, funções executivas e regulação emocional, mas exige avaliação médica prévia.

Fotobiomodulação transcraniana desponta como tecnologia complementar para apoio à atenção e à saúde cerebral em casos de TDAH

O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma condição do neurodesenvolvimento. Ela afeta crianças, adolescentes e adultos, impactando funções como atenção, controle dos impulsos, organização, planejamento e regulação emocional.

Foto: Freepik / Revista Malu

Embora o tratamento do TDAH ainda siga baseado em acompanhamento médico, psicológico, psicopedagógico e, quando indicado, medicamentoso, novas tecnologias vêm sendo estudadas como recursos complementares para apoiar o funcionamento cerebral. Entre elas está a Fotobiomodulação Transcraniana (FBMT), popularmente conhecida por LEDterapia. "A Fotobiomodulação Transcraniana utiliza luz infravermelha próxima para estimular processos biológicos nas células cerebrais de forma não invasiva. A luz é absorvida principalmente pelas mitocôndrias, estruturas responsáveis pela produção de energia celular (ATP). Isso favorece mecanismos relacionados à atividade cerebral, circulação sanguínea, metabolismo neuronal e neuroplasticidade", comenta o médico angiologista e vascular Álvaro Pereira.

Nos últimos anos, essa tecnologia tornou-se alvo de investigação em diferentes condições neurológicas e psiquiátricas, incluindo comprometimento cognitivo, depressão, ansiedade e, mais recentemente, o TDAH.

O que dizem os estudos sobre TDAH?

A pesquisa científica sobre Fotobiomodulação Transcraniana no TDAH ainda está em construção, mas os resultados iniciais são muito promissores. Uma série de casos com a utilização de luz vermelha e infravermelha aplicada na região frontal descreveu melhora de sintomas relacionados à desatenção, hiperatividade e controle inibitório já nas primeiras sessões, sem eventos adversos relevantes.

Os autores sugerem que a melhora da função mitocondrial, associada ao aumento do fluxo sanguíneo cerebral, pode favorecer a conectividade de redes neurais importantes para atenção, funções executivas e regulação emocional, especialmente a Default Mode Network (Rede de Modo Padrão) e circuitos frontais.

Embora ainda careçam de estudos clínicos maiores para confirmar esses achados, os resultados reforçam o potencial da tecnologia como estratégia complementar dentro de uma abordagem multidisciplinar.

Como funciona a fotobiomedulação

De acordo com o médico Alvaro Pereira, atualmente a FBMT disponibiliza um boné com dispositivo de Fotobiomodulação Transcraniana desenvolvido para uso domiciliar. A tecnologia utiliza LEDs de infravermelho próximo para estimular regiões cerebrais de forma segura, não invasiva e indolor. "O boné pode favorecer processos relacionados à atividade mitocondrial, produção de ATP, liberação de óxido nítrico (NO), circulação cerebral e neuroplasticidade. Na prática, a tecnologia busca oferecer suporte ao funcionamento cerebral, contribui para aspectos como atenção, cognição, memória, funções executivas e autorregulação, sempre como terapia complementar. O equipamento realiza sessões automáticas de 20 minutos e pode ser utilizado em casa com praticidade", recomenda o especialista.

Embora os resultados variem entre os pacientes, os estudos sugerem potencial para contribuir com atenção sustentada; concentração; funções executivas; controle inibitório; regulação emocional; desempenho cognitivo; e neuroplasticidade.

No entanto, o uso da tecnologia deve seguir algumas recomendações. "Antes do início do tratamento é importante realizar avaliação clínica individualizada, especialmente em pessoas com condições neurológicas específicas. Em crianças, recomenda-se que o uso ocorra sempre com acompanhamento dos profissionais responsáveis pelo tratamento", revela o médico.

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