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Câncer colorretal: quais exames fazer e quando começar

Conheça os principais exames para detectar o câncer colorretal precocemente e saiba em que idade iniciar o rastreamento

26 jul 2026 - 09h03
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Resumo
O câncer colorretal, comum no Brasil, pode ser prevenido e tratado precocemente com exames e hábitos saudáveis. Especialistas recomendam o rastreamento a partir dos 45 anos, com exames como colonoscopia e pesquisa de sangue oculto. Histórico familiar e sintomas específicos podem antecipar a investigação. Consultas regulares são fundamentais para personalizar o acompanhamento. 🩺

Especialista explica quais exames ajudam a prevenir o câncer colorretal e quando o rastreamento deve começar

O câncer colorretal, que afeta o intestino grosso (cólon) e o reto, está entre os tipos de câncer mais incidentes no Brasil. A boa notícia é que hábitos saudáveis e exames de rastreamento ajudam a prevenir a doença, que também tem altas chances de cura quando o diagnóstico acontece precocemente.

Foto: Revista Malu

Para isso, conhecer os exames disponíveis e saber quando eles devem ser realizados é fundamental, como explica médico oncologista e professor do curso de Medicina da Universidade de Cuiabá (Unic), Marcelo Bumlai. "Um dos grandes diferenciais do câncer colorretal é que, em muitos casos, ele se desenvolve a partir de pólipos, que podem ser detectados e removidos antes mesmo de se tornarem malignos. Por isso, os exames preventivos são tão importantes para reduzir a mortalidade da doença", destaca.

Os principais exames que detectam câncer colorretal

Confira os principais exames utilizados na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer colorretal:

1. Colonoscopia (a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco)

Considerado o principal exame para prevenção do câncer colorretal, a colonoscopia permite visualizar todo o intestino grosso e o reto. Durante o procedimento, o médico pode identificar e retirar pólipos que futuramente poderiam se transformar em tumores. "Além de diagnosticar lesões precoces, a colonoscopia também atua na prevenção da doença, pois possibilita a remoção de alterações suspeitas durante o próprio exame", explica Bumlai. 

2. Pesquisa de sangue oculto nas fezes (a partir dos 45 anos, conforme orientação médica)

O exame detecta pequenas quantidades de sangue nas fezes que não são visíveis a olho nu. É um método simples, não invasivo e utilizado em programas de rastreamento populacional. Necessita de uma dieta para a realização. 

3. Teste imunoquímico fecal (FIT) (a partir dos 45 anos)

Semelhante à pesquisa de sangue oculto, o FIT apresenta maior sensibilidade para identificar sangramentos relacionados a lesões intestinais. Caso o resultado seja positivo, geralmente é indicada a realização da colonoscopia. Este teste tem a facilidade de não ser necessária dieta ou preparo intestinal para sua realização, e a coleta é realizada no próprio domicílio do paciente. Este teste deverá ser disponível via sistema único de saúde ainda no início do segundo semestre deste ano para pessoas entre 50 a 75 anos. 

4. Retossigmoidoscopia (a partir dos 45 anos, em situações específicas)

O exame avalia apenas a porção final do intestino grosso e do reto. Embora tenha uso mais limitado que a colonoscopia, pode ser indicado em alguns casos para investigação de sintomas ou rastreamento.

5. Colonografia por tomografia computadorizada (conforme recomendação médica)

Também conhecida como colonoscopia virtual, utiliza imagens obtidas por tomografia para avaliar o intestino. Pode ser uma alternativa para pacientes que não podem realizar a colonoscopia convencional.

6. Exames genéticos (quando há histórico familiar)

Pessoas com múltiplos casos de câncer colorretal na família ou síndromes hereditárias podem se beneficiar de testes genéticos para avaliar o risco aumentado da doença. "Pacientes com histórico familiar devem procurar avaliação especializada, pois em alguns casos o rastreamento precisa começar antes dos 45 anos", alerta o especialista.

Marcelo Bumlai alerta que consultas periódicas com especialista devem ser realizadas em qualquer fase da vida diante de sintomas ou fatores de risco. "O acompanhamento médico é essencial para definir quais métodos de rastreamento são mais adequados para cada pessoa", completa.

Quando antecipar os exames?

A recomendação de iniciar o rastreamento aos 45 anos vale para indivíduos sem fatores de risco conhecidos. No entanto, pessoas que apresentam histórico familiar de câncer colorretal, pólipos intestinais, doenças inflamatórias intestinais ou síndromes genéticas hereditárias podem precisar iniciar a investigação mais cedo. É importante procurar atendimento médico caso ocorram sintomas como:

  • Sangue nas fezes;
  • Alteração persistente do hábito intestinal;
  • Prisão de ventre ou diarreia prolongada;
  • Dor abdominal frequente;
  • Perda de peso sem explicação;
  • Anemia ou cansaço excessivo.
Revista Malu Revista Malu
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