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Vitória: Mulher celebra nascimento de bebê após transplante de útero

Após 25 anos de pesquisa, transplante de útero possibilita nascimento inédito no Reino Unido e reacende esperança

24 fev 2026 - 13h51
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Um bebê nasceu em Londres após a mãe passar por transplante de útero. O procedimento ainda é considerado experimental. Mesmo assim, o caso já é visto como um marco na medicina reprodutiva.

Família com bebê gerado após transplante
Família com bebê gerado após transplante
Foto: Hospital Queen Charlotte's and Chelsea / Saúde em Dia

A paciente, identificada como Grace Bell, nasceu sem útero. A condição é rara e afeta cerca de uma em cada cinco mil mulheres no Reino Unido. Ela impede a gestação natural.

O que é transplante de útero

O transplante de útero é uma cirurgia que permite que mulheres sem o órgão possam engravidar.

Diferentemente de órgãos como rim ou fígado, o útero não faz parte do cadastro convencional de doadores do NHS, o sistema público de saúde britânico.

Por isso, além da autorização tradicional para doação de órgãos, é necessário consentimento específico da família da doadora.

O procedimento fez parte do Estudo Investigativo do Reino Unido sobre Transplante de Útero (INSITU), programa aprovado pelas autoridades de saúde do país.

O projeto prevê dez transplantes com úteros de doadoras falecidas. Este foi o primeiro caso concluído com nascimento bem-sucedido.

Como o procedimento foi realizado

A cirurgia durou cerca de sete horas e aconteceu em 2023.

Após a recuperação, Grace passou por fertilização in vitro. Depois, realizou a transferência do embrião em uma clínica especializada em Londres.

A gestação foi acompanhada por uma equipe multidisciplinar até o parto.

O bebê nasceu saudável. O resultado confirmou o sucesso do transplante de útero.

Segundo os pesquisadores, o nascimento é fruto de mais de 25 anos de estudos.

Por que o caso é considerado um marco

Hoje, o transplante de útero é o único tratamento que permite que mulheres sem o órgão gestem o próprio filho.

Antes disso, as alternativas eram adoção ou barriga de aluguel.

A cirurgiã Isabel Quiroga, co-líder da equipe responsável, afirmou que o caso representa um avanço histórico.

"Este é um marco importantíssimo. Dá mais esperança às mulheres que não têm útero e desejam formar uma família", declarou.

A família da doadora também se manifestou. Em nota, afirmou sentir "imenso orgulho pelo legado" deixado pela filha.

O que pode mudar agora

Apesar de ainda ser experimental, o sucesso do transplante de útero pode ampliar debates sobre a inclusão do órgão em programas formais de doação.

Especialistas destacam que novos estudos são necessários. É preciso avaliar riscos cirúrgicos, segurança a longo prazo e viabilidade em maior escala.

Mesmo assim, o caso representa uma vitória na saúde reprodutiva. E reforça o impacto da pesquisa científica no avanço da medicina.

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