Vitamina D: qual o melhor horário para tomar sol?
Entenda como a exposição solar correta ajuda na produção de vitamina D, fortalece ossos, imunidade e evita riscos à saúde.
A vitamina D é um nutriente essencial para o bom funcionamento do corpo. Ela atua na saúde dos ossos, dos músculos e do sistema imunológico.
Apesar disso, muitas pessoas apresentam níveis baixos dessa substância. A principal razão é simples: passamos pouco tempo ao sol.
Com a rotina corrida, trabalho em ambientes fechados e uso constante de telas, a exposição solar deixou de ser prioridade. Por isso, entender qual o melhor horário para tomar sol é fundamental para manter a saúde em dia.
Por que a vitamina D é tão importante?
De acordo com Daniel Magnoni, nutrólogo da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo e presidente do Instituto de Metabolismo e Nutrição, a vitamina D é considerada um pré-hormônio. Ela participa de processos essenciais do organismo.
Entre suas principais funções estão:
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Absorção de cálcio e fósforo.
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Fortalecimento dos ossos e dentes.
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Manutenção da força muscular.
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Regulação do sistema imunológico.
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Redução do risco de inflamações.
Quando está em níveis adequados, a vitamina D ajuda a prevenir quedas, fraturas e infecções.
Já a deficiência pode causar problemas sérios ao longo do tempo.
Qual é o melhor horário para tomar sol e produzir vitamina D?
A exposição ao sol é a forma mais natural e eficiente de produzir vitamina D. No entanto, o horário faz toda a diferença.
Para que a síntese aconteça, o corpo precisa dos raios UVB. Esses raios atingem a pele com mais intensidade em um período específico do dia.
De acordo com especialistas, o melhor horário para produzir vitamina D é entre 10h e 15h. Fora dessa faixa, a produção é mínima ou inexistente.
Antes das 10h e após as 16h, o sol é mais fraco em UVB. Nesses horários, a exposição é mais segura para a pele, mas menos eficaz para a vitamina D.
Quanto tempo de sol é necessário?
O especialista aponta que o tempo ideal de exposição varia conforme o tom de pele. Isso acontece porque a melanina funciona como um filtro natural.
Veja uma média recomendada:
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Peles claras: 10 a 15 minutos de sol.
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Peles morenas: 20 a 30 minutos.
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Peles mais retintas: 30 a 45 minutos.
Esse tempo deve ser respeitado para evitar queimaduras. Mais sol não significa mais vitamina D!
Além disso, a exposição deve ocorrer sem protetor solar durante esse curto período. O filtro bloqueia os raios UVB necessários para a síntese.
Quais partes do corpo devem ser expostas?
Outro ponto importante é a área do corpo exposta ao sol.
Apenas rosto e mãos não são suficientes.
O ideal é expor:
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Braços.
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Pernas.
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Ou braços e pernas ao mesmo tempo.
Essas regiões oferecem maior superfície de contato com os raios UVB. Após o tempo necessário, o uso de protetor solar é recomendado.
Dessa forma, é possível equilibrar produção de vitamina D e proteção da pele.
Como a vitamina D é produzida no organismo?
Diferente de outras vitaminas, a principal fonte da vitamina D não está na alimentação. Ela é produzida na pele a partir da exposição ao sol.
O processo ocorre em etapas:
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A pele produz vitamina D inativa com os raios UVB.
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O fígado transforma essa substância em 25-hidroxivitamina D.
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Os rins convertem o composto em calcitriol, a forma ativa.
É essa versão ativa que atua nos ossos, músculos e sistema imunológico. Por isso, exames de sangue medem a 25-hidroxivitamina D.
Quais são os níveis ideais de vitamina D?
Os níveis de vitamina D são avaliados por exame de sangue. Os valores considerados adequados variam conforme o perfil da pessoa.
Segundo o especialista:
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Adultos saudáveis até 60 anos: acima de 20 ng/mL.
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Grupo de risco: entre 30 e 60 ng/mL.
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Valores acima de 100 ng/mL indicam risco de toxicidade.
Fazem parte do grupo de risco:
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Idosos.
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Gestantes.
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Pessoas com doenças crônicas.
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Pessoas com doenças autoimunes.
Manter esses níveis dentro da faixa correta é essencial para a saúde.
O que acontece quando falta vitamina D?
A deficiência de vitamina D é cada vez mais comum. Ela está ligada ao estilo de vida moderno e ao pouco contato com o sol.
Entre os principais sintomas estão:
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Cansaço frequente.
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Fraqueza muscular.
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Dores nos ossos.
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Quedas frequentes.
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Baixa imunidade.
Em casos mais graves, pode ocorrer osteoporose em adultos. Em crianças, a deficiência pode causar raquitismo. Por isso, o diagnóstico precoce faz toda a diferença.
Quando a suplementação é necessária?
Nem sempre o sol e a alimentação são suficientes. Nesses casos, a suplementação de vitamina D pode ser indicada.
A decisão deve ser feita por um médico, após exames. A dose varia conforme idade, peso e nível da deficiência.
Quais os riscos do excesso de vitamina D?
É importante lembrar que a vitamina D é lipossolúvel. Isso significa que ela se acumula no organismo. O uso excessivo e indiscriminado pode causar toxicidade e problemas graves.
O excesso de vitamina D é menos comum, mas perigoso. Ele geralmente ocorre por uso inadequado de suplementos.
Entre os riscos estão:
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Hipercalcemia (excesso de cálcio no sangue).
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Náuseas e vômitos.
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Fraqueza.
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Formação de pedras nos rins.
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Danos renais.
Por isso, a automedicação não é recomendada. A suplementação deve sempre ter acompanhamento médico.
Como manter bons níveis de vitamina D no dia a dia?
Pequenas mudanças na rotina já trazem benefícios importantes. Algumas atitudes simples ajudam a manter a vitamina D em níveis adequados:
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Tomar sol regularmente, no horário correto.
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Expor braços e pernas por alguns minutos.
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Manter alimentação equilibrada.
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Fazer exames periódicos.
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Seguir orientação médica para suplementação.
Vitamina D: essencial, mas tome cuidado
A vitamina D é essencial para ossos fortes, imunidade e qualidade de vida. Saber o melhor horário para tomar sol faz toda a diferença.
A exposição entre 10h e 15h, por poucos minutos, é a mais eficaz. Respeitar o tempo adequado e proteger a pele após esse período é fundamental.
Quando o sol não é suficiente, a suplementação pode ajudar. Mas ela deve ser feita com orientação profissional.
Cuidar da vitamina D é investir em saúde hoje e no futuro. Informação e equilíbrio são os melhores aliados nesse processo.