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Variante Delta já é dominante em SP; entenda os perigos

Especialista entende que a vacinação em massa é uma das formas mais eficazes de evitar o aparecimento de novas variantes

24 set 2021 17h14
| atualizado às 18h20
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Segundo um levantamento realizado pelo Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (USP) e pelo Instituto Adolfo Lutz, na última semana, 95,2% dos registros de covid-19 na cidade de São Paulo foram causados pela Variante Delta. O estudo analisou o sequenciamento do vírus e identificou 2.494 casos da nova cepa, desde julho, quando a variante começou a circular na capital.

De acordo com o médico infectologista, Dr. Bernardo Almeida, isso representa sim um risco a saúde pública, já que a nova cepa facilita a transmissão do coronavírus entre as pessoas. "A variante Delta é pelo menos duas vezes mais transmissível que a original. Além disso, há dados que sugerem aumento da gravidade das infecções pela nova cepa com aumento na probabilidade de hospitalização", conta.

Cepa é mais transmissível que a original
Cepa é mais transmissível que a original
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Segundo a Fiocruz, os sintomas da infecção causada pela nova cepa são semelhantes aos provocados pelo coronavírus original. Sendo eles: obstrução nasal, coriza, tosse, dor de garganta, dor de cabeça, irritabilidade, falta de apetite, diarreia, vômitos, dor abdominal, manchas na pele, e outros sintomas muito parecidos com as demais versões do vírus.

Tudo isso torna praticamente impossível distinguir clinicamente uma infecção da outra. Porém, os cuidados para evitar o contágio também são os mesmos e devem continuar, com atenção redobrada. "É necessário o uso de máscaras, higienização frequente das mãos, diminuir número de interações interpessoais, realizar o distanciamento físico, evitar espaços fechados e pouco ventilados", conta o Dr Almeida.

Além disso, é muito importante ressaltar que novas variantes, mais potentes do que a Delta, podem aparecer caso a pandemia não seja controlada. E a maneira mais eficaz de frear a circulação do vírus é vacinar o máximo de pessoas possível. "A boa notícia é que todas as vacinas possuem eficácia boa contra a variante Delta e, quanto maior a proporção de vacinados, melhor", finaliza o infectologista.

Vale lembrar que os imunizantes que estão sendo aplicados na população, independente do fabricante, têm eficácia comprovada para todas as cepas do coronavírus, inclusive para a variante Delta.

Saúde em Dia
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