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Sarampo: quais são os sintomas e quem deve tomar a vacina

Doença altamente contagiosa pode causar complicações graves, mas a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção

6 ago 2026 - 12h50
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Vacinação continua sendo a principal forma de prevenção
Vacinação continua sendo a principal forma de prevenção
Foto: Freepik

O sarampo voltou a acender um alerta entre as autoridades de saúde após a confirmação de 16 novos casos em São Paulo. Considerada uma das doenças infecciosas mais contagiosas do mundo, ela pode atingir pessoas de diferentes faixas etárias e provocar complicações sérias, principalmente em crianças pequenas, gestantes e indivíduos com baixa imunidade.

A principal forma de proteção continua sendo a vacinação. A vacina tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola, é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e faz parte do Calendário Nacional de Vacinação.

Quais são os sintomas do sarampo?

Os primeiros sinais da doença costumam surgir entre sete e 14 dias após a infecção. Inicialmente, os sintomas podem ser confundidos com os de uma gripe, mas evoluem rapidamente.

Os principais sintomas são:

  • febre alta;
  • manchas vermelhas na pele, que geralmente começam no rosto e depois se espalham pelo restante do corpo;
  • tosse persistente;
  • coriza;
  • conjuntivite;
  • mal-estar intenso.

Ao apresentar esses sintomas, especialmente se houver histórico de contato com pessoas doentes ou viagens para áreas com circulação do vírus, é importante procurar atendimento médico o quanto antes.

Como o sarampo é transmitido?

O sarampo é causado por um vírus altamente contagioso, transmitido por meio das secreções respiratórias liberadas quando uma pessoa infectada tosse, espirra, fala ou até mesmo respira. Por causa da facilidade de transmissão, surtos podem ocorrer rapidamente em locais onde a cobertura vacinal é baixa.

Além dos sintomas característicos, a doença pode evoluir para complicações como pneumonia, infecções no ouvido e encefalite, uma inflamação no cérebro que pode deixar sequelas permanentes ou levar à morte em casos mais graves.

Quem deve tomar a vacina?

Pessoas com idade entre seis meses e 59 anos e que moram em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo devem receber a dose independente da situação vacinal. Em outros locais, o número de doses varia de acordo com a idade:

A recomendação varia conforme a idade e a situação vacinal de cada pessoa. Pelo Calendário Nacional de Vacinação, o esquema é o seguinte:

Crianças - primeira dose da vacina tríplice viral aos 12 meses; segunda dose aos 15 meses, preferencialmente com a vacina tetraviral, que também protege contra a varicela.

Pessoas de 5 a 29 anos devem ter duas doses da vacina tríplice viral, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.

Adultos de 30 a 59 anos devem comprovar pelo menos uma dose da vacina.

Profissionais da saúde precisam ter duas doses da vacina, independentemente da idade.

Quem perdeu a caderneta de vacinação ou não sabe se recebeu todas as doses deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação e atualização do esquema vacinal.

Em situações de maior risco de circulação do vírus, crianças entre seis meses e 11 meses e 29 dias podem receber uma aplicação conhecida como "dose zero".

Essa dose oferece uma proteção adicional, mas não substitui as vacinas previstas no calendário infantil. A criança ainda deverá receber normalmente as doses dos 12 e dos 15 meses.

A vacina contra o sarampo é gratuita e pode ser encontrada nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de todo o país. Sempre que possível, é recomendado levar um documento de identificação e a caderneta de vacinação para facilitar a conferência do histórico vacinal.

O que fazer ao suspeitar da doença?

Pessoas com sintomas compatíveis com sarampo devem procurar atendimento médico para avaliação clínica e realização dos exames necessários para confirmar o diagnóstico.

Enquanto houver suspeita da doença, a orientação é evitar contato com outras pessoas para reduzir o risco de transmissão. Também é importante informar ao profissional de saúde se houve viagens recentes, contato com casos suspeitos ou conhecidos e qual é a situação vacinal.

Especialistas reforçam que a vacinação é a medida mais eficaz para impedir a circulação do vírus e evitar surtos da doença. Além de proteger quem recebe a vacina, altas coberturas vacinais ajudam a reduzir a transmissão na comunidade e protegem pessoas que, por motivos médicos, não podem ser imunizadas.

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