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Uma comida coreana pode ajudar o corpo a eliminar partículas de plástico?

Nanoplásticos no corpo preocupam cientistas. Agora, um estudo com kimchi levantou uma hipótese curiosa sobre essas partículas.

20 mai 2026 - 14h00
(atualizado às 14h03)
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Nanoplásticos no corpo
Nanoplásticos no corpo
Foto: SaúdeLAB

Eles estão na água, nas embalagens, nos utensílios da cozinha e até na poeira dentro de casa. Os chamados nanoplásticos já foram encontrados no corpo humano, e a ciência ainda tenta entender quais impactos isso pode ter na saúde.

Agora, um novo estudo levantou uma hipótese curiosa. Bactérias presentes no kimchi, alimento fermentado tradicional da Coreia, poderiam ajudar o organismo a eliminar parte dessas partículas.

Mas é importante manter a cautela. A pesquisa não mostrou que comer kimchi "limpa" o corpo nem que o alimento funcione como um detox contra plástico.

Nanoplásticos no corpo: o que o estudo descobriu

Os pesquisadores investigaram uma bactéria encontrada no kimchi chamada Leuconostoc mesenteroides CBA3656.

Em laboratório, ela conseguiu se ligar a partículas microscópicas de plástico conhecidas como nanoplásticos.

A hipótese é que essa bactéria ajude o organismo a eliminar parte dessas partículas pelas fezes, reduzindo o tempo que elas permanecem no sistema digestivo.

O que são nanoplásticos?

Os nanoplásticos são fragmentos microscópicos gerados pela degradação de materiais plásticos. Eles podem entrar no corpo pela água, pelos alimentos e até pelo ar.

A preocupação dos cientistas é que, por serem tão pequenos, eles possam interagir com o organismo de maneiras ainda pouco conhecidas.

Nos últimos anos, estudos detectaram microplásticos e nanoplásticos em diferentes partes do corpo humano. Mesmo assim, os efeitos disso na saúde ainda não estão totalmente claros.

Então comer kimchi resolve?

Ainda não.

Essa talvez seja a parte mais importante da pesquisa. O estudo não prova que comer kimchi diariamente elimina microplásticos do corpo humano.

Existe uma grande diferença entre:

  • observar um efeito em laboratório;
  • confirmar resultados em animais;
  • e comprovar o mesmo impacto em pessoas.

Além disso, os cientistas estudaram uma bactéria isolada do kimchi, e não o alimento em si funcionando como tratamento.

Outro ponto importante é que o kimchi costuma ter bastante sal e temperos fortes, o que pode não ser ideal para pessoas com pressão alta, gastrite, refluxo, doença renal ou restrição de sódio.

O que dá para fazer agora?

Enquanto a ciência ainda tenta entender como os nanoplásticos afetam o corpo, a orientação mais segura continua sendo reduzir a exposição no dia a dia.

Algumas medidas simples incluem:

  • evitar aquecer comida em recipientes plásticos;
  • preferir vidro ou inox para alimentos quentes;
  • não reutilizar garrafas plásticas descartáveis por muito tempo;
  • reduzir ultraprocessados muito embalados.

Por enquanto, a descoberta deve ser vista como um passo inicial da ciência.

O kimchi pode ajudar pesquisadores a desenvolver novas estratégias no futuro, mas ainda está longe de ser uma solução comprovada para eliminar plásticos do organismo.

O estudo foi publicado na revista científica Bioresource Technology.

Leitura Recomendada: Probióticos: os aliados microscópicos da sua saúde intestinal

Fonte: SaúdeLAB
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