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Treino com IA: A tecnologia substitui o personal trainer?

Descubra as vantagens e os perigos de confiar sua rotina de exercícios a algoritmos e saiba quando o olhar de um profissional é insubstituível

4 fev 2026 - 16h16
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Vivemos a era da otimização. Aplicativos como Fitbod ou Freeletics prometem criar rotinas de exercícios personalizadas em segundos, usando algoritmos avançados.

O algoritmo monta o treino, mas quem sente a carga é você. Aprenda a usar a IA na academia sem colocar suas articulações em risco
O algoritmo monta o treino, mas quem sente a carga é você. Aprenda a usar a IA na academia sem colocar suas articulações em risco
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Mas, enquanto a tecnologia avança, fica a pergunta: será que a Inteligência Artificial (IA) entende a sua dor real no joelho ou o seu cansaço emocional após um dia exaustivo?

Embora a IA seja uma ferramenta poderosa para democratizar o acesso à atividade física, ela carrega limitações que podem colocar sua saúde em risco se não houver cautela.

Onde a IA brilha: Os pontos positivos

A tecnologia trouxe facilidades que ajudam muito na manutenção da rotina saudável, especialmente para quem tem o dia a dia agitado.

  • Logística Imbatível: A IA está disponível 24h por dia. Para quem viaja muito ou treina em horários alternativos, ter um guia no bolso facilita a constância.

  • Ajuste de Carga Preciso: Algoritmos são excelentes matemáticos. Eles calculam a progressão de carga e o volume de treino baseados exatamente no que você registrou na sessão anterior.

  • Fim do Tédio: A capacidade de gerar variações de exercícios constantemente evita a monotonia, mantendo a motivação em alta.

Onde a IA falha: Os riscos para sua saúde

O grande perigo mora no que o algoritmo não consegue "enxergar". A saúde física depende de nuances que os dados brutos ainda não captam.

Falta do Olhar Técnico

A IA (ainda) não vê se você está curvando a coluna durante um agachamento ou se seus joelhos estão entrando em um movimento de valgo.

Sem o feedback visual de um profissional, o risco de lesão por má execução é altíssimo e acumulativo.

O Fator Humano e o Overtraining

Um algoritmo lê números, mas um Personal Trainer lê o seu rosto. A IA dificilmente identifica sinais sutis de overtraining (fadiga crônica, irritabilidade ou estresse excessivo).

O software pode sugerir um treino intenso no dia em que seu corpo precisa desesperadamente de descanso, levando ao esgotamento físico.

Individualidade Biológica

A IA trabalha com médias e padrões. No entanto, o ajuste de um exercício deve respeitar sua anatomia única, como a proporção entre o comprimento do seu fêmur e do seu tronco.

O que o app sugere como "padrão" pode ser biomecanicamente desconfortável ou perigoso para você.

Veredito: A IA é assistente, não mestra

A tecnologia deve ser encarada como uma ferramenta de auxílio, e não como uma substituição completa do olhar humano, especialmente dependendo do seu nível de experiência.

  • Para iniciantes: É perigoso. O olhar humano é vital nos primeiros meses para aprender a técnica correta e evitar vícios posturais.

  • Para avançados: É uma excelente ferramenta de organização, métricas e registro de evolução.

Prática de Segurança

Se você optar por usar um aplicativo de IA, seja seu próprio fiscal: filme sua execução e compare-a com vídeos de profissionais qualificados.

E a regra de ouro: ignore o algoritmo se sentir dor aguda. A IA não sente o que você sente, então o seu corpo deve ter sempre a última palavra.

Saúde em Dia
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