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Einstein se inspira em grandes centros internacionais e anuncia a criação de uma vila de inovação

Centros colaborativos funcionarão perto do complexo hospitalar e priorizarão projetos alinhados a estratégias tecnológicas

4 fev 2026 - 16h40
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Nesta quarta-feira, 4, o Einstein Hospital Israelita anunciou a criação de Centros Colaborativos de Inovação como estratégia para posicionar a instituição como um "hub global" de saúde. A iniciativa prevê o desenvolvimento de soluções tecnológicas na área da saúde em parceria com empresas nacionais e internacionais.

Com a criação dos centros, o Einstein passa a se alinhar a organizações de referência mundial, como a Cleveland Clinic e a Mayo Clinic, nos Estados Unidos, e o Sheba Medical Center, em Israel.

Segundo Sidney Klajner, presidente do Einstein Hospital Israelita, até o fim de 2026 estará pronta uma estrutura física, denominada Vila Einstein, que reunirá edifícios voltados às áreas corporativa, colaborativa e de inovação. "É nesse espaço que esses parceiros, junto aos nossos profissionais, estarão trabalhando em projetos de ciclos mais longos, utilizando a estrutura física e o ecossistema de saúde do Einstein", afirma.

De acordo com Klajner, o objetivo da iniciativa é atrair grandes empresas interessadas em desenvolver projetos de maior porte, voltados tanto à saúde pública quanto à privada. Os centros atuarão nas áreas de equipamentos médicos, saúde digital e indústria farmacêutica.

A expectativa é de que, até o final de 2026, seis centros colaborativos estejam em funcionamento. Até o momento, segundo o presidente do Einstein, três empresas já estão em fase de negociação com a instituição.

Para o diretor executivo de inovação do Einstein, Rodrigo Demarch, a proposta é criar no Brasil um ambiente semelhante ao de grandes centros internacionais. "Isso posiciona o Einstein como uma referência global na região e, possivelmente, em toda a América Latina, porque esse modelo integrado de assistência, pesquisa, educação e inovação é singular, na nossa visão, não apenas no Brasil, mas em toda a região", completa.

Como funcionarão os centros

As linhas de pesquisa e desenvolvimento serão definidas em conjunto pelo Einstein e pelas empresas colaboradoras, com a possibilidade de projetos voltados não apenas ao Brasil, mas também a outros países.

O primeiro passo será o mapeamento de necessidades clínicas ainda não atendidas e de oportunidades para novos produtos. A partir disso, será realizada uma avaliação do potencial estratégico de cada iniciativa.

Serão priorizados projetos alinhados às estratégias tecnológicas das empresas parceiras, como soluções baseadas em dados e inteligência artificial, além de tecnologias voltadas à prevenção, ao diagnóstico e aos cuidado em saúde, por exemplo.

Após a seleção, as soluções passarão por testes e aprimoramentos, seguindo exigências regulatórias, até estarem preparadas para lançamento e escalabilidade, com potencial de aplicação tanto no sistema público quanto no privado.

O Einstein será responsável por fornecer a infraestrutura assistencial, como o espaço, conhecimento clínico e a capacidade de desenvolvimento tecnológico.

As empresas, por sua vez, contribuirão com tecnologia, investimento e escalabilidade dos projetos. O aporte mínimo anual para cada centro é de cerca de R$ 3 milhões, por um período mínimo de cinco anos, e cada unidade deverá reunir entre 10 e 20 profissionais dedicados, entre equipes técnicas, clínicas e de pesquisa e desenvolvimento.

Estadão
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