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Treinar perna melhora função cerebral, aponta estudo; entenda

Outra tese que reforça que não é interessante descartar o "leg day"

28 nov 2023 - 00h01
(atualizado às 19h39)
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Qualquer esforço é válido para ter o corpo sarado, não é mesmo? Melhor ainda quando esse cuidado redobrado com exercícios físicos reflete em uma boa saúde. Nesse sentido, o estudo do quarteto de pesquisadores do King's College London alegou que o exercício de pernas ajuda na manutenção da função cognitiva.

Exercício de pernas ajuda na manutenção da função cognitiva - Shutterstock
Exercício de pernas ajuda na manutenção da função cognitiva - Shutterstock
Foto: Sport Life

Como que o exercício de pernas ajuda na manutenção da função cognitiva?

O intuito dessa turma de estudiosos foi verificar se seria possível a aptidão muscular prever mudanças cognitivas em uma população idosa saudável ao longo do intervalo de dez anos.

E, também, essa equipe analisou se as distinções na potência das pernas eram preditoras de diferenças na estrutura e função cerebral após 12 anos de monitoramento em pares gêmeos.

No total, 324 gêmeas saudáveis da faixa etária de 43 a 73 anos participaram dessa experiência após o cumprimento do CANTAB (Bateria Automatizada de Testes Neuropsicológicos de Cambridge) em dois instantes pelo "recesso" de dez anos.

Essa modelagem de regressão linear avaliou as relações entre a força basal das pernas, o exercício físico e a mudança cognitiva subsequente, que se ajustou de forma abrangente para variáveis basais, o que inclui doenças cardíacas, diabetes, pressão arterial, glicemia de jejum, lipídios, dieta, hábito corporal, tabagismo, álcool, nível de leitura, socioeconômico e de peso ao nascer.

O estudo de gêmeos discordantes foi usado para adaptar os fatores compartilhados e, posteriormente, a "união" da aptidão muscular, com estrutura e função cerebral foi avaliada por meio dessa modelagem e testes pareados.

O resultado e conclusão dessa pesquisa

O desfecho dessa pesquisa apontou uma notável relação protetora entre a aptidão muscular e a mudança cognitiva correspondente a dez anos. Mesmo que controle a genética comum e o ambiente de início da vida partilhado pelos gêmeos, a força das pernas antevê o envelhecimento cognitivo e estrutura global do cérebro.

Por fim, reforçaram que intervenções para melhora da potência das pernas em longo prazo impactam no alcance de um objetivo universal de envelhecimento cognitivo saudável.

A palavra dos especialistas

"O estudo é muito específico. Não aplicaram nenhum tipo de protocolo de treino de perna e só observaram pelo que eu vi dentro dos métodos. Está falando para um público específico e então acho que tudo isso tem que levar em consideração", pondera o gerente técnico da Smart Fit Lucas Florêncio em entrevista exclusiva para o Sport Life.

"É importante que tenhamos noção que enquanto o coração é o grande protagonista do sistema arterial, a musculatura da panturrilha é o principal responsável pelo retorno efetivo do sangue para o pulmão. Por isso, dizemos que a panturrilha é o coração das pernas. É fácil imaginar dessa forma, que qualquer situação onde a panturrilha não funcione adequadamente vai piorar a circulação e diminuindo a velocidade do sangue dentro das veias", explica a médica cirurgiã vascular Dra. Aline Lamaita.

Sport Life
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