Tenho histórico de calvície na família. O que fazer para evitar?
Fabiane Andrade Mulinari Brenner, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, apresenta informações sobre o tema
Tenho histórico de calvície na família. O que fazer para evitar? Responde a dra. Fabiane Andrade Mulinari Brenner, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Veja as informações concedidas ao Estadão sobre o tema pela especialista abaixo.
"O fato de ter na família o histórico de calvície não quer dizer que, obrigatoriamente, você vá ter na tua vida.
Você precisa ter uma avaliação clínica para definir se efetivamente tem calvície. Queda de cabelo não é sinônimo de calvície. Mas sim, um sintoma como febre.
A calvície, que nós chamamos de Alopécia Androgênica é uma herança poligênica, ou seja, são vários genes envolvidos na sua definição e às vezes a pessoa pode ter um gene protetor ou não. Se você tiver, acabará não desenvolvendo a queda de cabelo.
Outro ponto é que, normalmente, a calvície aparece na adolescência e o cabelo vai ficando progressivamente mais fino. Todo mundo tem perda de cabelo, mas para quem tem calvície, cada vez que o cabelo cai, ele volta mais fino. Assim, o objetivo do tratamento é não deixar o cabelo afinar.
Quanto mais cedo o dermatologista a definir o diagnóstico e começar o tratamento, melhores serão os resultados a longo prazo. A gente consegue manter a espessura do fio e evitar que o paciente fique calvo.
Existem diversas opções de tratamento, desde produtos tópicos a procedimentos de consultório que podem ser feitos para somar resultados.
O paciente que já tem um grau de calvície não vai recuperar 100% dos seus fios. Em alguns casos precisamos fazer um transplante de cabelo."