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SP libera reabertura parcial de academias, cinemas e teatros

Protocolos valem para capital, região do ABC e o sudoeste da Grande São Paulo, que ainda vão decidir data exata da retomada das atividades

3 jul 2020
13h56
atualizado às 19h19
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Governador de São Paulo, João Doria 
21/02/2019
REUTERS/Amanda Perobelli
Governador de São Paulo, João Doria 21/02/2019 REUTERS/Amanda Perobelli
Foto: Reuters

O governo de São Paulo divulgou nesta sexta-feira, 3, regras que preveem a reabertura de academias, cinemas, teatros e eventos culturais e esportivos ainda neste mês, em regiões que estão na fase "amarela" do Plano São Paulo, o programa de reabertura econômica de São Paulo em meio à pandemia. A previsão é de que esses setores possam iniciar o atendimento ao público a partir do dia 27 de julho, se as tendências de redução dos índices de novos casos, internações e mortes por covid-19 permanecerem. A exceção é para as academias, que poderão reabrir já na semana que vem.

O anúncio se trata de uma antecipação. Essas atividades só estavam previstas, quando da apresentação do plano, para a fase "verde," quando a epidemia estivesse menos grave. As três únicas regiões do Estado que poderão liberar as atividades ainda neste mês, caso mantenham as tendências, são a capital, a região do ABC e o sudoeste da região metropolitana, em cidades como Itapecerica da Serra e Embu-Guaçu.

No caso da capital, entretanto, as definições sobre novas datas de reabertura ainda não estão confirmadas. "A partir de hoje (sexta-feira), a gente começa uma discussão interna com a vigilância sanitária do município dada essa decisão do governo do Estado", disse o prefeito da capital, Bruno Covas (PSDB). A cidade assinará neste sábado, 4, os protocolos com bares, restaurantes, salões de beleza, liberando a reabertura parcial a partir de segunda-feira, 6. "A capital permanece agora já por sete dias consecutivos na fase amarela", destacou.

Para bares e restaurantes, a fase amarela do Plano São Paulo prevê funcionamento por seis horas diárias, até às 17 horas, com ocupação máxima de 40%. Também há uma limitação das operações a ambientes ao ar livre ou arejados, de acordo com o plano. Também é obrigatório o uso de máscaras, tanto por clientes quanto por funcionários, e a adoção de protocolos de higiene.

Já para salões de beleza, essa fase do plano prevê atendimento com apenas 40% da capacidade, funcionamento por seis horas, uso obrigatório de máscaras e também a adoção de protocolos específicos de higiene e distanciamento.

As academias terão de respeitar um limite de ocupação 30% da capacidade de público, um horário de funcionamento de seis horas diárias, com acesso apenas por meio de agendamento prévio e suspensão de atividades em grupo e do uso dos vestiários. Serão permitidas apenas aulas e práticas individuais e os equipamentos precisam ser higienizados três vezes ao dia. Estão suspensos o uso de chuveiros, com isso alunos não poderão tomar banho no local.

Já os cinemas, teatros e eventos culturais e esportivos só podem funcionar com 40% da capacidade do espaço, com as pessoas respeitando a distância de um metro e meio entre elas e há a obrigatoriedade de que o público esteja sentado. O funcionamento é permitido por seis horas. A venda de ingressos deve ser feita exclusivamente pela internet, com assentos marcados e horários pré-agendados. Nesta fase, não é permitido o consumo de alimentos ou bebidas, a fim de que todas as pessoas permaneçam usando máscara. A pipoca no cinema estará vedada.

Tanto nas academias e nos demais eventos, o uso de máscara continua obrigatório. No caso de eventos com público em pé, que inclui museus, exposições e outros eventos culturais liberação só se dará na fase verde do programa. Nas projeções do governo, isso se dará em meados de outubro. Eles terão de respeitar limite de 60% da capacidade, fazer marcações para a separação das pessoas e também realizar venda antecipada de ingressos.

A previsão para a retomada no fim do mês para atividades culturais é decorrente de uma regra determinada pelo Centro de Contingência do Coronavírus. "Não é funcionamento imediato a partir de segunda-feira. Tem essa previsibilidade das quatro semanas", disse a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen.

Questionada se as mudanças serviam para atender a pedidos dos setores econômicos ligados a essas atividades, a secretária disse que "o que fizemos foi especificar melhor o que pode funcionar em cada etapa, lembrando que atualizações de planos de gestão da pandemia são realizadas no mundo inteiro".

O secretário-executivo do Centro de Contingência, João Gabbardo, destacou que pessoas idosas e com doenças crônicas, público de maior risco em casos de infecção pelo coronavírus, devem permanecer em casa. "Toda as atividades que estão sendo agora flexibilizadas não mudam a recomendação do centro de contingência para que essas pessoas permaneçam em casa e que só saiam por necessidade", disse.

Gabbardo ainda destacou que, no caso das academias, a liberação traz como questão de fundo benefícios para a saúde decorrentes da realização de atividades físicas. "O fator mais significativo, aquele que traz mais impacto sobre a saúde da população, a saúde das pessoas, a preservação e a prevenção de doenças, é a atividade física, mais do que alimentação saudável, o hábito de não fumar", afirmou. "Então, a atividade física deve ser avaliada não como uma atividade de lazer, mas como a condição que impacta na saúde das pessoas."

Campinas entra na fase vermelha

Com aumento na demanda por leitos de internação para pacientes com covid-19 na região de Campinas, no interior do Estado, a região voltou para a fase "vermelha" dentro do Plano São Paulo. Essa foi a única alteração na classificação das cidades nesta semana, segundo informou a secretária Patrícia Ellen. As regiões que estão na fase vermelha são: Araçatuba, Bauru, Franca, Marília, Piracicaba, Presidente Prudente, Registro, Ribeirão Preto e Sorocaba. Nenhuma área avançou de fase. Nesta semana, a reclassificaação era de controle, o que significa que as cidades só poderiam voltar para fases anteriores. Apenas na semana que vem é que as novas avaliações poderão liberar as cidades a migrar para etapas com maior abertura.

O secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, destacou que os indicadores da pandemia melhoraram no Estado, mas pontuou que algumas regiões ainda precisam de atenção especial. "Ninguém ficou sem atendimento até agora no Estado de São Paulo e ninguém ficará. Portanto, vamos ampliar a capacidade hospitalar da região de Ribeirão Preto, da região de Campinas e também do município de Itaquaquecetuba, que foi recomendado para vir para a fase vermelha.

"Os indicadores, em geral, indicam uma tendência positiva", disse também Patrícia, ao comentar a infraestrutura de saúde na rede de atendimento do interior do Estado melhorou. Ela afirmou que houve, somando dados de todo o Estado, um decréscimo de 3% nas internações e de 13% nas mortes.

Segundo os dados divulgados nesta tarde, mais 343 pessoas morreram por covid-19 no Estado de São Paulo nas últimas 24 horas. O total de mortes no Estado foi para 15.694 . Ao todo, há 310.517 pessoas infectadas com a covid-19 no Estado. Nas últimas 24 horas, mais 8.338 pessoas receberam diagnóstico de confirmação da doença.

"Estamos chegando ao platô (de novos casos), quero deixar claro, na capital, não no Estado", disse o governador João Doria (PSDB).

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Estadão
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