Você sabia que sem saliva é quase impossível falar?

A saliva lubrifica a mucosa bucal e os dentes facilitando o movimento da língua na boca e a melhor pronúncia das palavras

9 ago 2016
07h19
atualizado às 08h00
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Além de sua ação antimicrobiana e de auto-limpeza da boca, a saliva tem uma função tão importante quanto essas citadas e que talvez você nem faça ideia. Ela é fundamental para que a gente consiga comer a falar.

Em casos mais avançados de xerostomia todo o tecido bucal apresenta uma aparência seca sendo difícil muitas vezes movimentar a língua e os lábios, se tornando inconveniente mastigar, deglutir e falar
Em casos mais avançados de xerostomia todo o tecido bucal apresenta uma aparência seca sendo difícil muitas vezes movimentar a língua e os lábios, se tornando inconveniente mastigar, deglutir e falar
Foto: Art_man / Shutterstock

Com ação de lubrificação, a saliva umedece o interior da boca para facilitar a fala. “Ela tem um efeito articulador das palavras ao facilitar o movimento da língua sobre a mucosa da boca e dentes”, diz Dr. Marcos Moura, cirurgião-dentista e diretor executivo da Associação Brasileira de Halitose (ABHA).

E quem faz essa função específica é aquela saliva que é produzida em repouso, sem necessidade de estímulos como a mastigação, por exemplo. “São as glândulas submandibulares e sublinguais que têm essa função de lubrificação das mucosas e dos dentes através da produção da mucina, substância facilmente encontrado nesses grupos de glândulas”, diz o especialista.

Problemas além da fala
É verdade que a saliva não influencia diretamente para a manutenção da vida, mas aqueles que têm baixa salivação com certeza encontrarão grandes dificuldades não só para falar, mas para engolir e mastigar também.

“A xerostomia (boca seca) é  uma  condição  muito   traumática   para   os   pacientes, pois é capaz de causar numerosos  efeitos  como:  mucosa  bucal  seca,  lisa  e  brilhante,  língua  enrijecida com algumas fissuras. Em casos mais avançados todo o tecido bucal apresenta uma aparência seca chegando a ficar difícil movimentar a língua e os lábios, se tornando inconveniente mastigar, deglutir e falar”, diz Marcos.

Também é bastante frequente que essas pessoas se queixem de queimação na boca e tenham que recorrer constantemente a um gole de água ou aos substitutos salivares encontrados no mercado como a saliva artificial.

Abuse da água
A saliva é composta por matéria  orgânica  (0.3%), inorgânica  (0.2%), além de bactérias residentes na cavidade bucal, células descamadas e restos de alimentos. Mas é a água sua principal base, dominando cerca de 99,5% de toda sua composição. Frente a essas informações, é inevitável reconhecer que é ela a melhor amiga da saliva e, por que não, da fala.

“Segundo a Organização Mundial da Saúde para saber quanto de água você deve ingerir por dia é preciso fazer a seguinte equação: multiplicar o seu peso corporal pelo número 35. Ou seja, uma pessoa com  70 quilos deve ingerir 2,450litros (70 x 35 = 2,450)”, diz o especialista.

Saliva em dia
O bom é que exames para analisar a condição da saliva já fazem parte do check up odontológico normal. “Esse exame chama sialometria, e serve para verificar a quantidade e qualidade da saliva, a fim de garantir uma boa saúde bucal”, diz Marcos.

Além dos problemas citados acima, indivíduos que não apresentam um fluxo salivar ideal desenvolverão mais problemas bucais como cáries, inflamações gengivais, maior formação de tártaro, mau hálito, digestão prejudicada e até prisão de ventre.

Campanha a favor da saliva
Preocupada com essa questão, a Associação Brasileira de Halitose realizará  no período de 22 de Setembro á 25 de Outubro uma campanha intitulada “A importância da saliva para saúde e para o bom hálito” com o objetivo de conscientizar os profissionais de saúde e a população a importância desse fluído corporal tão precioso.

“É fácil entender essa relação da saliva com a saúde em geral, pois mastigar e engoli alimentos, expelir toxinas ou fazer a digestão do amido são funções primordiais para saúde de um corpo como um todo. Medir o fluxo salivar da população é um método de prevenção que frequentemente está relacionado com a suscetibilidade e atividade da cárie.”, diz o especialista. .

Fonte: Agência Beta Este conteúdo é de propriedade intelectual do Terra e fica proibido o uso sem prévia autorização. Todos os direitos reservados.

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