Água é o combustível para ajudar a evitar partos prematuros

A água ajuda a manter a qualidade do fluxo salivar e da limpeza da boca afastando problemas bucais mais graves e o risco para a vida do bebê

20 jul 2016
08h00
atualizado em 19/7/2018 às 15h26

Nos últimos anos alguns estudos provaram que existe uma forte ligação entre doenças gengivais e partos prematuros. Por isso que, entre tantas mudanças de hábitos que a gestante precisa ter nessa época, os cuidados com a saúde bucal se fazem tão necessário quanto ir ginecologista. E a ingestão de água está totalmente ligada a essa questão, pois ela pode ajudar a evitar problemas no parto. 

A água é o combustível da salivação, que por sua vez é a principal (e mais natural) arma contra os possíveis problemas bucais que podem atrapalhar a qualidade de vida da gestante e causar partos prematuros
A água é o combustível da salivação, que por sua vez é a principal (e mais natural) arma contra os possíveis problemas bucais que podem atrapalhar a qualidade de vida da gestante e causar partos prematuros
Foto: Alex Studio / Shutterstock

Quando as mulheres engravidam elas sofrem algumas alterações hormonais que afetam todo o funcionamento do seu corpo. Para você ter uma ideia, os níveis dos hormônios progesterona e estrógeno aumentam muito, chegando a ficar cerca de 10 e 30 vezes maiores, respectivamente. 

Esses altos níveis hormonais potencializam as inflamações e diminuem a resistência dos tecidos gengivais. Essa inflamação por sua vez pode cair na corrente sanguínea e induzir a hiperirritabilidade da musculatura do útero, provocando contração e dilatação cervical, o que pode ser um gatilho para um parto prematuro. 

“Essas alterações associadas a um aumento da frequência no consumo de alimentos ricos em açúcar, prática comum em grávidas, e a um controle inadequado do biofilme dentário (má higienização bucal) podem levar a instalação da cárie dentária e quadros de gengivite”, diz Wander Barbieri, cirurgião-dentista do Instituto Israelita de Responsabilidade Social Albert Einstein.

A negligência com a higienização bucal nessa fase costuma se dar por dois motivos; primeiro porque muitas mulheres alegam que estão mais preocupadas com a saúde do bebê do que com a limpeza da sua boca (fatores que como vimos acima, estão ligados). E segundo porque algumas alegam que escovar os dentes causa náuseas. 

Para piorar, os enjoos matinais são responsáveis por deixar o meio bucal mais ácido, colaborando com a desmineralização do esmalte dental. Então soma aí: hormônios alterados, resistência dos tecidos gengivais fraca, maior consumo de alimentos calóricos e doces, higienização falha e acidez dos vômitos. Entende agora por que a saúde bucal precisa de cuidados especiais nessa fase?

A salvação está na água
Mas onde a água entra nisso tudo? Para começar, é importante destacar que as gestantes precisam aumentar a frequência de ingestão de nutrientes, água e sais minerais para um correto desenvolvimento do seu bebê. A água é um elemento fundamental na constituição das células e de todos os órgãos do corpo do bebê. Uma dieta equilibrada e um correto consumo de água proporcionará  uma gestação saudável, favorecendo a saúde do bebê e a formação de seus dentes”, diz o especialista. 
 
Combustível
Porém, a água não é só importante para o desenvolvimento do bebê, ela também ajuda a manter a mamãe hidratada. “A falta de água pode causar uma redução do fluxo salivar nas gestantes. A saliva desempenha uma importante função de limpeza dos dentes, hidratação das mucosas e manutenção do pH da cavidade bucal”, diz o especialista.  

Levando em consideração tudo que foi dito no início da matéria, podemos encarar a água como o combustível da salivação, que por sua vez é a principal (e mais natural) arma contra os possíveis problemas bucais que podem atrapalhar a qualidade de vida da gestante e causar partos prematuros. 


       

 

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