Medo de dentista pode passar de pai para filho

15 mai 2013
07h16
atualizado às 07h40

Sem perceber, os pais podem passar traumas que carregam durante a vida para seus filhos, quase como uma herança. Isso acontece também com a consulta no dentista. Pensando em tranquilizar a criança, as frases “não precisa ter medo” e “não vai doer nada” podem ser o início de uma carga de ansiedade desnecessária. 

“Você não precisa preparar seu filho para o pior, ele nunca foi ao dentista e nem desconfia que talvez vá doer, deixe-o ter a experiência dele, limpa, sem influência das suas expectativas”, aconselha a pedagoga Julia Milani, que faz orientação de pais e filhos na Assessoria Educacional Terceiro Passo.

Se a criança perguntar como é ir ao dentista, a especialista dá a dica de os pais dizerem que é como um médico que vai cuidar da boca, que escova os dentes com uma pasta com gosto de tutti frutti. “Depois que ela já tiver saído da consulta, é ótimo conversar sobre a experiência, saber o que ela achou da visita ao dentista”, diz.

É preciso ter em mente que a experiência que os adultos passaram na infância em uma cadeira de dentista pode não ser mais realidade hoje em dia. Isso porque os consultórios e procedimentos passaram por muitos processos de modernização para garantir mais conforto para o paciente. “A conversa em família depois da consulta é importante, deixar a criança contar a experiência dela pode até mudar o modo como os pais veem o dentista”, afirma Milani.

Se por acaso, durante a conversa, a criança transparecer que não gostou do dentista, que tem medo ou se sente insegura, vale trocar o profissional. “Assim como não é preciso herdar o medo, não é obrigatório se tratar com o dentista da família”, ressalta a pedagoga. O mais indicado é deixar que a criança crie um vínculo com o profissional, já que ele pode determinar a experiência que a criança vai ter. 

Para estimular o hábito de cuidar da saúde bucal, os pais podem usar livros e desenhos educativos. Segundo Julia Milani, é uma forma de dar matéria a coisas que os pequenos ainda não entendem. A criança é muito sinestésica, então é uma dica é falar sobre o som que as coisas emitem, o gosto que têm, conversar sobre o que está fazendo. “Criar personagens é ótimo, personificar a cárie, o dentista, o lúdico deixa a experiência mais rica”, diz.

 

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