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Pílula do dia seguinte não interfere na fertilidade feminina

14 jun 2012 - 10h25
(atualizado às 10h51)
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A pílula do dia seguinte é uma alta dose de hormônio usada em casos emergenciais para evitar a gravidez. A mulher que não quer engravidar, mas gostaria de se tornar mãe no futuro, pode usá-la sem medo, já que sua ingestão não provoca problemas de fertilidade.

A alta dose de progesterona encontrada na pílula do dia seguinte impede que tanto a fecundação quanto a implantação do ovo aconteçam
A alta dose de progesterona encontrada na pílula do dia seguinte impede que tanto a fecundação quanto a implantação do ovo aconteçam
Foto: Shutterstock / Especial para Terra


A alta dose de progesterona (hormônio feminino responsável pela preparação do útero para a fecundação) encontrada na pílula do dia seguinte impede que tanto a fecundação quanto a implantação do ovo aconteçam. No primeiro caso, a pílula faz com que a mulher não ovule ou, no caso da ovulação já ter acontecido, torna o ambiente hostil para o espermatozoide. No caso da fecundação já ter se dado, a progesterona provoca uma alteração na área interna do útero, o endométrio, evitando que o ovo se fixe. Mas, se o ovo já estiver implantado, a pílula não terá qualquer efeito.



Por esse motivo, o uso da pílula pode ser feito nos três dias seguintes à relação sexual. "Mas o ideal é tomar logo após o ato. Quanto mais precocemente, menores as chances de fecundar", lembra Luiz Fernando Leite, obstetra do Hospital e Maternidade Santa Joana, de São Paulo (SP). Nas primeiras 24 horas, a eficiência é de 95%. No segundo dia, de 85%, enquanto no terceiro, cai para 70%.



A ação do hormônio não afeta a fertilidade da mulher a longo prazo. Os efeitos colaterais da progesterona em altas doses são dores de cabeça, dores na mama e, mais raramente, diarreia. Além disso, há o desregulamento do ciclo menstrual, com a antecipação ou atraso do fluxo."A tendência é que a bagunça hormonal aconteça apenas na primeira vez que a mulher menstrua. Depois, se ela não fizer de novo esse uso, a tendência é de o ovário e a hipófise entrarem em equilíbrio e ela voltar a ter um ciclo normal", explica o obstetra.



Uso médico

Esse desequilíbrio hormonal é um dos principais motivos para os médicos recomendarem o uso da pílula do dia seguinte, chamada pelos médicos de pílula emergencial, apenas para casos específicos, como em relação sexual sem o uso de outro método anticoncepcional ou rompimento da camisinha. "Se a mulher usa com frequência, ela deve adotar outro método, como a injeção uma vez por mês, a pílula diária ou dispositivos intrauterinos", afirma Luiz Fernando.



Pílulas diárias e injeções

As principais diferenças da pílula do dia seguinte para as injeções mensais ou trimestrais e para as pílulas contraceptivas diárias estão em sua ação e dose. Ao contrário das últimas, a pílula emergencial não bloqueia a hipófise, o que impede a produção de hormônio pelo ovário. Além disso, sua dose de hormônio é muito mais alta do que a das pílulas diárias e das injeções mensais, que têm liberação contínua.

Fonte: Cross Content
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