Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Existe cirurgia para diminuir a altura? Especialista comenta

Tema ganhou destaque após o influenciador Rico Melquiades declarar que pretende realizar o procedimento

12 jan 2026 - 18h40
Compartilhar
Exibir comentários

Ter alguns centímetros a mais de altura não é um desejo incomum. O inverso, porém, é um pouco mais raro. Mas foi justamente essa vontade que colocou o influenciador Rico Melquiades no centro de um debate após ele afirmar, em um vídeo nas redes sociais, que pretende, até o fim do ano, se submeter a um procedimento cirúrgico para diminuir o próprio tamanho.

Especialistas em ortopedia alertam, no entanto, que esse tipo de cirurgia é incomum e costuma ser indicado apenas em situações muito específicas, geralmente associadas a complicações médicas.

Segundo o médico ortopedista Daniel Daniachi, do Centro Especializado em Ortopedia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o procedimento existe no Brasil, mas é realizado principalmente em casos de complicações decorrentes de lesões graves. "É a última alternativa terapêutica", afirma.

As recomendações são restritas e geralmente relacionadas a traumas como amputações parciais e cirurgias prévias no membro que se pretende reduzir. A cirurgia não costuma ter indicação estética.

De acordo com Daniachi, não há conhecimento de profissionais que realizem esse tipo de procedimento de forma regular no Brasil. Assim como ocorre em relação a outros tratamentos, os interessados até podem buscar alternativas no exterior, mas, segundo o especialista, essa possibilidade também é bastante limitada.

"Considerando a raridade do procedimento e a ausência de centros que o realizem de forma estabelecida, mesmo fora do País, o acesso tende a ser restrito", reforça.

As principais contraindicações, segundo o especialista, são semelhantes às de outras cirurgias ortopédicas e há possibilidade de complicações, como lesões neurológicas, lesões vasculares e pseudoartrose — quando não ocorre a consolidação do osso após a intervenção.

"Além disso, há riscos inerentes a qualquer procedimento cirúrgico, incluindo complicações anestésicas, como choque anafilático ou hipertermia maligna, entre outras", explica Daniachi.

Cirurgia de alongamento ósseo

O especialista comenta ainda que, embora também raras, as cirurgias de alongamento ósseo são consideravelmente mais desejadas do que as de redução de estatura.

No caso do alongamento, o procedimento é regulamentado no Brasil há mais de meio século e costuma ser indicado para a restauração de falhas ósseas decorrentes de fraturas, processos infecciosos e tumorais. Também pode ser sugerido em caso de doenças congênitas que causam assimetria entre os membros, como observado em pacientes com nanismo ou que perderam parte de um membro, conforme reportagem publicada pelo Estadão.

Em média, o processo todo de alongamento dura cerca de 50 dias e a recuperação total pode levar aproximadamente seis meses. A cirurgia é realizada com a implantação de um fixador externo, composto por hastes metálicas capazes de ajustar gradualmente os ossos, em um mecanismo semelhante ao dos aparelhos ortodônticos. Com o manejo dessas hastes, as extremidades do osso são separadas lentamente, estimulando a regeneração óssea e permitindo o ganho de alguns centímetros.

Durante e após o procedimento ósseo, o paciente precisa passar por meses de fisioterapia para que a musculatura acompanhe o crescimento do osso.

Estadão
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade