Paciente do Rio vindo de Uganda testa negativo para ebola e deixa isolamento
Outro caso suspeito de contaminação pelo vírus segue em investigação por órgãos de saúde em São Paulo
Um dos dois pacientes que chegaram ao Brasil com suspeita de contaminação por ebola testou negativo para o vírus, concluiu neste domingo, 31, o Instituto Oswaldo Cruz. A conclusão se deu após análise das amostras de saliva, urina e sangue do homem, que veio de Uganda, país que vive surto da doença.
Diante disso, o paciente deixou o protocolo de isolamento, mas segue em atenção médica para malária.
Um outro caso suspeito de contaminação por ebola - de um paciente que esteve na República Democrática do Congo, que também vive surto da doença - ainda segue em investigação por órgãos de saúde em São Paulo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, dia 17, emergência de saúde pública de importância internacional.
O que se sabe sobre o caso do Rio
Segundo a Fiocruz, a suspeita se deu porque o paciente apresentou sintomas de tosse, calafrios e diarreia. "E considerando que o país de origem tem regiões com casos confirmados de ebola, foi acionado o protocolo de segurança para atendimento especializado e isolamento do paciente até diagnóstico conclusivo", afirmou.
O paciente, continuou o instituto, recebeu cuidados compatíveis com seu quadro clínico e foram realizadas coletas de amostras biológicas para testes de diagnóstico.
Neste domingo, veio a negativa para ebola. "A Fiocruz reitera que o risco de transmissão da doença no Brasil é considerado baixo e segue preparada para eventual resposta à situações que demandem atendimento médico e diagnóstico laboratorial", disse o instituto.
O que se sabe sobre o caso de São Paulo
O caso em investigação em São Paulo é de um homem de 37 anos, de procedência da República Democrática do Congo, e que esteve no país recentemente. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo (SES-SP), ele apresentou sintomas como febre, preenchendo a definição de caso suspeito. O homem segue internado em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas.
Neste sábado, 30, a secretaria afirmou que um exame de reação de qPCR realizado no paciente detectou infecção pela bactéria Neisseria meningitidis, causadora de meningite meningocócica. A pasta informa que a investigação para ebola e outros diagnósticos virais segue em andamento "até a conclusão das análises laboratoriais e genômicas".
"Há confirmação laboratorial da bactéria causadora da meningite meningocócica pelo Instituto Adolfo Lutz, dentro do processo de diagnóstico diferencial. Ainda assim, a investigação para ebola permanece em andamento até a conclusão das análises específicas", afirmou Regiane de Paula, coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da SES-SP, em comunicado divulgado pela secretaria.
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