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O que é a gripe 'vampirinha' que apresenta aumento de casos após o Carnaval

2 mar 2026 - 13h07
(atualizado às 13h08)
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Casos de gripe estão aumentando após o Carnaval
Casos de gripe estão aumentando após o Carnaval
Foto: Freepik

O aumento de casos de gripe pós-Carnaval tem gerado muitos relatos nas redes sociais. Entre os sintomas citados estão: dor de garganta, coriza, febre baixa, dor no corpo e até diarreia. O aumento de relatos virou meme e ganhou até apelido: “gripe Vampirinha”, em referência à música de Ivete Sangalo. A brincadeira viralizou, mas os dados mostram que o fenômeno é real.

O boletim mais recente do InfoGripe, sistema da Fundação Oswaldo Cruz que monitora casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, aponta crescimento nacional nas internações por vírus respiratórios. A alta foi puxada principalmente por rinovírus e vírus sincicial respiratório, o VSR.

Goiás, Sergipe e Rondônia estão em nível de alerta, com tendência de aumento no longo prazo, segundo a análise referente ao período de 15 a 21 de fevereiro. O vírus Influenza A também apresenta crescimento em algumas regiões do país.

A explicação para o aumento de casos de gripe após o Carnaval envolve uma combinação de fatores que impactam diretamente o sistema imunológico. Durante o Carnaval, é: 

  • Poucas horas de sono
  • Baixa ingestão de água
  • Excesso de álcool
  • Alimentação irregular
  • Exposição prolongada a aglomerações
  • Contato físico intenso

Esse conjunto gera estresse fisiológico. Após quatro ou cinco dias nesse ritmo, o organismo fica mais vulnerável. Quando a rotina desacelera, os sintomas aparecem. Gripes, resfriados, crises de sinusite e herpes são frequentes nesse período.

E as viroses intestinais?

Outro problema comum no pós-Carnaval são as infecções gastrointestinais. Elas podem causar diarreia intensa, vômito e, em alguns casos, febe alta.

A transmissão ocorre principalmente pela via fecal-oral, por meio da ingestão de água ou alimentos contaminados. Frutos do mar mal preparados, alimentos manipulados sem higiene adequada ou lavados com água imprópria representam risco. O contato com água contaminada em praias, rios ou piscinas também pode favorecer surtos, assim como superfícies contaminadas e contato direto com pessoas infectadas.

O que fazer ao apresentar sintomas?

Segundo especialistas, quem estiver com sintomas gripais deve priorizar repouso e evitar contato com outras pessoas. Caso precise sair, o uso de máscara e a permanência em ambientes ventilados ajudam a reduzir a transmissão.

Algumas medidas reduzem o risco de infecção por Influenza e outros vírus respiratórios:

Manter a vacinação atualizada

Lavar as mãos com frequência

Usar álcool em gel

Evitar compartilhar copos e utensílios

Dormir adequadamente

Hidratar-se bem

A vacinação segue como principal estratégia de proteção. Os vírus Influenza sofrem mutações frequentes, por isso as vacinas são atualizadas anualmente para proteger contra as cepas com maior circulação.

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