Anvisa determina apreensão de palmitos e suspensão de melatonina irregular; saiba mais
Empresas foram procuradas para comentar a decisão, mas não se manifestaram
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta segunda-feira, 2, a apreensão de palmitos em conserva da marca Palmito Lemos e a suspensão da melatonina sublingual em gotas (sabor maracujá) da empresa Vita BE Cosméticos.
No primeiro caso, a decisão foi tomada após uma inspeção à sede da empresa responsável, a BR Indústria de Alimentos, localizada em Pariquera-Açu, no interior de São Paulo.
Durante a visita, realizada no dia 11 de fevereiro, foi constatado que a companhia funcionava sem licença sanitária e sem comprovar boas práticas de produção, segundo a Anvisa.
Com isso, foram proibidos a comercialização, a distribuição, a fabricação, a divulgação e o consumo dos produtos da empresa.
Em nota, a Indústria Lemos informa que "mantém integralmente implantados seus protocolos de boas práticas de fabricação, com registros técnicos arquivados e disponíveis em seus controles internos. Igualmente, a empresa reafirma que possui pleno controle produtivo, destacando seguir critérios técnicos rigorosos dentro do segmento."
Sobre a licença sanitária, a empresa afirma que o documento está em processo formal de renovação, com requerimento já protocolado junto à prefeitura do município, e que "está adotando todas as providências necessárias para a completa regularização administrativa."
A empresa acrescenta que o caso está sob análise da Justiça e afirma questionar, no processo, as conclusões da fiscalização sanitária e as medidas adotadas pelos órgãos responsáveis. Na nota, a unidade também declara que permanecer à disposição das autoridades.
No segundo caso, o suplemento alimentar da empresa Vita BE Cosméticos teve a comercialização, a distribuição, a fabricação, a importação, a propaganda e o uso suspensos.
A medida foi adotada após a agência identificar que o produto era fabricado com um ingrediente não avaliado quanto à segurança para uso sublingual. Além disso, a fiscalização constatou a veiculação de alegações não aprovadas pela Anvisa na propaganda, como regulação do sono e prevenção da insônia.
O Estadão também procurou a Vita BE Cosméticos, mas não obteve resposta até a publicação do texto. O espaço segue aberto.
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