Dentista se pronuncia após denúncias de paralisia facial em pacientes em Ribeirão Preto
Em vídeo nas redes sociais, Priscilla Janaína Bovo defende ampla experiência e diz que todos os procedimentos são consentidos
Após denúncias de pacientes que afirmam ter ficado com o rosto paralisado após procedimentos realizados em Ribeirão Preto, no interior de SP, a cirurgiã-dentista Priscilla Janaína Bovo se pronunciou publicamente por meio de um vídeo divulgado nas redes sociais.
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Na gravação, a profissional afirma ter ampla experiência em intervenções do tipo. "Já realizei mais de 150 cirurgias de remoção desse tipo de material. Ninguém chega até mim porque está feliz com sua face ou pelo meu excelente currículo lattes. As pessoas chegam para se tratar de deformidades secundárias, da colocação de produtos permanentes em face, advindos de outros profissionais. As cirurgias realizadas nesses pacientes não são estéticas, são funcionais e reparadoras, sendo da alçada legal do cirurgião bucomaxilofacial realizar esse tipo de cirurgia, que é tão complexa e delicada", disse.
Formada em odontologia em 1997, Bovo é registrada no Conselho Federal de Odontologia e no Conselho Regional de Odontologia, com especialização em cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial. No vídeo, ela reforça sua trajetória profissional e afirma que todos os procedimentos realizados contaram com autorização formal dos pacientes.
"Tenho quase 30 anos de formação contínua. Os pacientes que opero chegam até mim já com deformidades faciais graves causadas por material permanente implantado na face, material esse proibido pelo Conselho Federal de Medicina para fins estéticos. Esse material se infiltra nos tecidos, acometendo nervos, vasos [sanguíneos], músculos. Todas as possíveis intercorrências advindas das remoções cirúrgicas, que não são poucas, são devidamente discutidas em consulta, assinadas em termos de consentimento e faladas com muita clareza".
As denúncias que vieram a público relatam complicações após procedimentos, incluindo casos de paralisia facial. Entre elas, um paciente alegou que foi submetido a uma bichectomia sem consentimento. Outra afirmou ter metade da face paralisada após procedimento de remoção de nódulo. Conforme a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, três denúncias foram registradas desde julho de 2025. "A autoridade policial aguarda a representação criminal das vítimas, necessária de acordo com a legislação vigente, para o prosseguimento das investigações.", destacou em nota.
"As minhas cirurgias acontecem no melhor hospital de Ribeirão Preto, com pelo menos duas consultas pré-operatórias de uma hora cada, preparo pré-operatório minucioso, monitorização de nervos motores feita por neurologistas durante todo o procedimento, equipes de enfermagem dedicadas, termo de consentimento informado, onde consta minha formação como cirurgia bucomaxilofacial e o número do meu CRO, orientações pré e pós-operatórias explicadas por mim e pela minha equipe, acompanhamento contínuo por mim e por toda minha equipe também".
O Terra contactou a defesa da dentista, que solicitou a veiculação integral do posicionamento.
"Na qualidade de representantes jurídicos da Dra. Priscilla, esclarecemos que a Dra. Priscila Bovo é cirurgiã-dentista com mais de 25 anos de experiência, especialista em cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial, formação pela Universidade de São Paulo (USP) e atuação voltada exclusivamente a casos reconstrutivos de alta complexidade. Sua prática é direcionada ao tratamento de pacientes que apresentam complicações graves decorrentes de procedimentos realizados por terceiros, especialmente com uso de PMMA e material permanentes em geral, e não à realização de procedimentos puramente estéticos."
"Os casos atendidos envolvem risco elevado, amplamente esclarecido e formalmente aceito pelos pacientes por meio de termos de consentimento, em conformidade com protocolos médicos rigorosos. As recentes denúncias divulgadas na mídia apresentam versão unilateral, desconsideram o histórico clínico dos pacientes e ignoram a complexidade inerente a esse tipo de tratamento."
"A Dra. Priscila reitera que todas as suas condutas são pautadas em critérios técnicos, evidências científicas e protocolos de segurança, inexistindo qualquer prática de negligência, imprudência ou imperícia. A divulgação de informações descontextualizadas, parciais e até mentirosas compromete a correta compreensão dos fatos e não reflete a condução técnica adequada dos casos."
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