Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Nipah: menos contagioso que a COVID-19, mas mais letal

Nipah é tão contagioso como a Covid-19? Descubra riscos, sintomas, prevenção eficaz e diferenças cruciais entre esses vírus perigosos

31 jan 2026 - 13h31
Compartilhar
Exibir comentários

O vírus Nipah voltou a chamar atenção em 2025. Ele reaparece em notícias sempre que autoridades sanitárias identificam surtos em alguns países da Ásia. Nesse cenário, muitas pessoas comparam o Nipah à Covid-19, sobretudo em relação ao grau de contágio. A pergunta se repete em conversas, reportagens e redes sociais.

Esse interesse não ocorre por acaso. A pandemia de Covid-19 deixou um marco recente e ainda muito presente. Por isso, qualquer doença que envolva vírus respiratório, morcegos ou risco de epidemia desperta preocupação. Porém, os dois agentes seguem comportamentos epidemiológicos diferentes, tanto na forma de transmissão quanto na capacidade de se espalhar.

casal se beijando de máscara – depositphotos.com / AndrewLozovyi
casal se beijando de máscara – depositphotos.com / AndrewLozovyi
Foto: Giro 10

O que é o vírus Nipah e como ele se transmite?

O vírus Nipah pertence ao gênero Henipavirus. Pesquisadores identificaram o agente pela primeira vez no fim da década de 1990, em surtos na Malásia. Desde então, ele reaparece de forma esporádica em países como Bangladesh e Índia. O vírus circula principalmente entre morcegos frugívoros, que atuam como reservatórios naturais.

A transmissão para seres humanos ocorre de três maneiras principais. Em primeiro lugar, por meio do contato direto com secreções ou fluidos de morcegos ou suínos infectados. Em segundo lugar, por ingestão de alimentos contaminados, como seiva de tamareira fresca exposta a morcegos. Em terceiro lugar, por contato próximo com pessoas doentes, especialmente em ambiente domiciliar ou hospitalar sem proteção adequada.

Nesse contexto, a contaminação entre humanos requer proximidade. Assistência a pacientes, compartilhamento de utensílios e exposição direta a secreções respiratórias elevam o risco. Ainda assim, as cadeias de transmissão costumam permanecer limitadas, em comparação com doenças respiratórias altamente contagiosas.

Nipah é tão contagioso como a Covid-19?

Especialistas de saúde pública apontam diferenças claras entre os dois vírus. A Covid-19 se espalha com enorme facilidade por gotículas e aerossóis no ar. Uma pessoa infectada pode transmitir o SARS-CoV-2 mesmo sem sintomas. Esse comportamento favorece surtos extensos e rápidas ondas de transmissão comunitária.

O vírus Nipah não apresenta o mesmo padrão. A transmissão entre pessoas ocorre, porém exige contato próximo e prolongado. A maior parte dos surtos envolve pequenos grupos, geralmente em famílias ou unidades de saúde. O vírus não se dissemina com a mesma velocidade em grandes populações.

De maneira geral, estudos estimam um número reprodutivo básico menor para o Nipah, quando comparado ao SARS-CoV-2. Em termos práticos, cada pessoa com Nipah tende a infectar menos indivíduos. Além disso, equipes de vigilância costumam identificar os casos rapidamente. Esse fator permite a adoção precoce de isolamento e rastreamento de contatos.

  • Covid-19: transmissão aérea eficiente, inclusive por assintomáticos.
  • Nipah: transmissão ligada a contato direto e surtos localizados.
  • Covid-19: espalhamento global em poucos meses.
  • Nipah: eventos esporádicos em regiões específicas.

Por essas razões, autoridades classificam a Covid-19 como mais contagiosa. Já o Nipah preocupa pela letalidade alta e pelo potencial de adaptação. Por isso, a vigilância constante permanece essencial, mesmo sem sinais de propagação em larga escala, como ocorreu com o coronavírus.

Quais são os sintomas e por que o Nipah preocupa tanto?

O quadro clínico do Nipah varia. Alguns pacientes apresentam sintomas leves, semelhantes a uma gripe. Outros evoluem de forma rápida e desenvolvem comprometimento respiratório e encefalite. Em muitos surtos, a taxa de mortalidade alcança níveis elevados, o que aumenta o alerta em órgãos internacionais.

Os sinais mais frequentes incluem:

  • Febre de início súbito.
  • Dor de cabeça intensa.
  • Tosse e dificuldade para respirar.
  • Sonolência, confusão ou alteração do nível de consciência.
  • Convulsões, em casos de encefalite.

Na presença desses sintomas, médicos realizam avaliação rápida, sobretudo em regiões com surto ativo. Exames laboratoriais específicos confirmam a infecção. Como ainda não existe tratamento antiviral específico amplamente disponível, equipes priorizam suporte clínico intensivo. Por exemplo, controle da febre, hidratação cuidadosa e suporte respiratório, quando necessário.

Covid-19 – depositphotos.com / HayDmitriy
Covid-19 – depositphotos.com / HayDmitriy
Foto: Giro 10

Como reduzir o risco de contágio pelo vírus Nipah?

Aliás, medidas simples ajudam a reduzir o risco em áreas onde o vírus circula. Comunidades rurais recebem orientações frequentes sobre manejo de animais, higiene de alimentos e cuidados com doentes. Essas ações funcionam como barreiras eficazes para a transmissão.

  1. Evitar consumo de seiva de tamareira crua ou alimentos expostos a morcegos.
  2. Manter boas práticas de higiene em criações de suínos e outros animais.
  3. Usar equipamentos de proteção em hospitais e durante o cuidado de pacientes.
  4. Lavar as mãos com frequência, principalmente após contato com secreções.
  5. Isolar casos suspeitos e orientar contatos próximos de forma imediata.

Autoridades de saúde também investem em vigilância de animais silvestres. Programas de monitoramento acompanham colônias de morcegos e possíveis alterações nos padrões de migração. Assim, pesquisadores identificam riscos emergentes antes que surtos em humanos ganhem força.

Por que a comparação entre Nipah e Covid-19 continua relevante?

A comparação entre Nipah e Covid-19 ajuda a entender melhor o cenário de doenças emergentes. Ainda que os dois vírus tenham perfis diferentes, ambos mostram como patógenos de origem animal podem afetar populações humanas. A experiência recente com a pandemia levou governos a revisar protocolos e reforçar sistemas de vigilância.

Ao mesmo tempo, essa análise comparativa esclarece um ponto importante. O vírus Nipah preocupa mais pela gravidade dos casos do que pela facilidade de transmissão. A Covid-19, ao contrário, demonstrou contágio muito mais eficiente, mesmo com menor letalidade em boa parte dos casos. Esse contraste orienta decisões de políticas públicas, prioridades de pesquisa e estratégias de comunicação com a sociedade.

Dessa forma, o debate sobre o vírus Nipah segue ativo, porém com base em dados e não apenas em comparações diretas com a Covid-19. Informações claras sobre formas de transmissão, sintomas e medidas de prevenção permitem que a população compreenda melhor o risco real. Ao mesmo tempo, esse conhecimento fortalece a preparação para eventuais emergências sanitárias futuras.

Giro 10
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade