Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Acordar cedo demais pode prejudicar sua saúde; entenda

27 jan 2026 - 04h58
Compartilhar
Exibir comentários
Nem sempre acordar cedo demais é sinônimo de saúde
Nem sempre acordar cedo demais é sinônimo de saúde
Foto: Freepik

Durante anos, acordar cedo foi associado a disciplina, sucesso e saúde. Nos últimos tempos, essa ideia ganhou ainda mais força com a popularização do chamado “5 a.m. club”, movimento que defende levantar antes do amanhecer como caminho para mais produtividade e qualidade de vida. Mas a ciência do sono traz um alerta importante: madrugar nem sempre é sinônimo de bem-estar.

Especialistas explicam que o horário ideal para acordar não é uma escolha puramente comportamental, mas está fortemente ligado à genética. Cada pessoa possui uma tendência biológica que define se ela funciona melhor pela manhã, à tarde ou à noite. Nem sempre o que é bom para um, será também para outra pessoa. Forçar o organismo a acordar muito cedo, quando ele não está preparado para isso, pode resultar em fadiga constante, queda de rendimento, alterações de humor e até sintomas depressivos.

Esse descompasso entre o relógio biológico e as exigências sociais é conhecido como “jet lag social”. Ele ocorre, por exemplo, quando alguém acorda cedo durante a semana por obrigação, mas tenta compensar o sono perdido dormindo até mais tarde nos fins de semana. Essa alternância confunde o cérebro e prejudica o ritmo circadiano, responsável por regular funções essenciais do corpo.

Estudos indicam que cerca de 55% da população se encaixa no chamado cronotipo “urso”, caracterizado por maior disposição ao longo do meio do dia. Para essas pessoas, o fator mais importante não é acordar cedo ou tarde, mas manter horários regulares de sono e vigília.

Para quem precisa antecipar o despertar, médicos recomendam algumas estratégias para minimizar os impactos. A principal delas é a exposição à luz solar logo nas primeiras horas da manhã, o que ajuda a ajustar o relógio interno e sinaliza ao organismo que o dia começou.

De acordo com informações do Hospital Israelita Albert Einstein, o desequilíbrio causado pela falta recorrente de sono é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma condição chamada Síndrome do Sono Insuficiente. O problema é caracterizado pela redução contínua do tempo de descanso necessário para um sono reparador, levando a um quadro de privação crônica.

Essa realidade afeta uma parcela significativa da população, especialmente pessoas que precisam acordar muito cedo, mas acabam dormindo tarde devido às demandas profissionais e ao estilo de vida moderno.

“São indivíduos que vivem em um estado constante de privação de sono, algo extremamente prejudicial à saúde”, explica a médica especialista em sono Maíra Honorato, do Hospital Israelita Albert Einstein.

A discussão reforça que não existe um horário universalmente ideal para despertar. Mais importante do que seguir tendências, é respeitar os limites do próprio corpo e priorizar a regularidade e a qualidade do sono.

Simples Conteudo Simples Conteúdo
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade